sexta-feira, 7 de outubro de 2016

E daí já se passaram três anos...

Um pouquinho atrasado, mas o mês é todo dela rsrsrs

04 de outubro foi o dia dela.

Pois é. A Angelina fez três aninhos de vida. Três anos que nossas vidas mudaram, para melhor. De cabeça para baixo (e pelo jeito é este o lado certo, né Arthur?!). Três anos que me pego sorrindo sozinha, lembrando de algum gesto, alguma gracinha, algo que ela fez enquanto estávamos juntos e que ficou na memória.

Ela não é responsável pelo meu salto no armário. A culpa é da coluna. Porém, é por ela que optei por não usar o salto, para não afetar mais a coluna e, assim, eu poder abaixar, pegá-la no colo e cheirar o seu cangote.

Há três anos me tornei uma "mãe daquelas"! Daquelas que defendem uma alimentação saudável, que crianças não precisam de tanto açúcar (quem precisa?!), que briga com quem for, se tentar colocar um doce ou refrigerante na boca da minha filha... arranjei altas confusões e vou continuar, mas só pra defender minha cria.

Me tornei daquelas mães que procuram receitas, que colocam a mão na massa e preparam as lembrancinhas do aniversário, a decoração. Que pesquisa como pode ajudar na alfabetização. Que sabe onde está e como foi feito cada roxinho, cada machucadinho da sua cria e tenta amenizá-lo com “beijinhos pra sarar”.

Eu cresci! Evolui muito nestes três anos. A-ma-du-reci! Não é muito fácil admitir isso não, viu? Tô falando sério. Mas, essa é a realidade. Meus dramas já não são mais tão importantes, tão mexicanos como antes! Quando tenho alguém tão pequena e indefesa à minha frente, mas ao mesmo tempo tão grande, me dizendo “mamãe tô dodói!”, mesmo que o dodói não seja real, mesmo que o dodói é só um pedido de atenção, mas eu aprendi como mãe, a colocar o meu dodói de lado, para cuidar de alguém. Algo, por exemplo, que eu não havia aprendido como filha.

Aprendi que, nem sempre, dá pra jogar tudo pra cima, balançar o cabelo e sair andando, linda e morena, deixando alguém falando sozinho, principalmente, quando isso envolve dinheiro e você se lembra, que a lata do NAN, custa um rim. Mas, também aprendi que um bom e sonoro “puta que pariu” ou “vai tomar no centro do seu cú”, é libertador! Ah, como é...

Me descobri uma mãe vaidosa. Sim, de verdade! Daquelas que se abrem toda, quando recebem um elogio, sobre o cheiro da papinha da filha, sobre o fato dela não comer doces, sobre ela ser fofa! Kkkkkk cada vez que ouço “nossa, ela é inteligente demais!”, “nossa, como ela é grandona”, “que menina simpática”, tenho vontade de amassar a Angelina, beijar, beijar, beijar, guardar num potinho pra mim!

Do mesmo modo que descobri que sou má. Às vezes, muito má! A ponto, de estar no parquinho de um certo restaurante da cidade, ver de longe uma criança empurrando a Angelina e eu ir pra cima da outra criança, com olhos de fogo e com um silvo de cobra, no lugar da voz, dizendo fofamente “vaza, senão vou empurrar você, pra tu ver o que é bom!”

Amigas psicos, me condenem, ou me deem meses de terapia de graça kaokaoakoa

Enfim... o que quero dizer e que é clichê, é que nesses três anos, me redescobri. Como pessoa, como profissional, como mulher. Meu jogo de sedução hoje, é outro. Minha idéia de carreira, é outra. Meus conflitos? Ah, esses aumentaram gradativamente. Porém, meus monstros são bem pequeninos, quando tenho que enfrentar os da Angelina.

Obrigada marido por ter embarcado nessa #vidaloca comigo. Obrigada mãe por me auxiliar, ajudar e, principalmente, me mostrar que a maternidade pode ser mais leve, quando tudo é levado no amor. Obrigada sogra por ter dado o seu filho pra mim! Obrigada Angelina por ter me escolhido, entre tantas outras mães, entre tantos outros espíritos, para ser sua “mamãe”!



PS: Próximo post vou falar de como foi a comemoração do niver da baixinha!

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Ensaio sobre a vida ou como eu descobri que estava grávida

O pessoal da companhia Melhores do Mundo, mais ou menos em 2008, lançaram um pocket show motivacional (se é assim quem posso chamar), chamado Joseph Climber. Quem ainda não assistiu, pode conferir aqui https://www.youtube.com/watch?v=d88x4qZ_zKU

Por que lembrei disso? Por conta do dia que fiquei sabendo que estava grávida pela segunda vez.

Lembra lá no começo do blog, quando contei pra vocês que faço tratamento para artrite e tals, que esse foi o principal motivo de eu não poder amamentar a Angelina... então, com o passar dos anos, descobri duas lindas hérnias de disco, na L4 e L5, região lombar. Após vários meses de dor, duas ressonâncias, o ortopedista chegou ao diagnóstico e à medicação. Mais uma. Duas vezes ao dia, inicialmente por 60 dias.

Vamos lá né! Pega requisição com o médico, vai até à Secretária de Saúde, dá entrada no processo e 15 dias depois comecei a pegar a medicação pelo Sistema Único de Saúde. Eram dois comprimidos de manhã e dois a noite, para o tratamento, e dois comprimidos de manhã pra dor, pra aguentar o tranco, pra chegar viva e em pé no final de mais um dia de trabalho, correria e inúmeras funções.

Pois bem, assim seguia o curso. Até que, precisando fazer exames periódicos, incluindo o Beta HCG, que deve ser entregue na 15ª Regional de Saúde, para eu pegar os medicamentos da artrite. De três em três meses.

Dia 1º de agosto de 2016. Essa data pra sempre ficará em minha memória. Correria de sempre. Saio de casa, deixo as meninas na escola, passo no laboratório, colho o sangue e sigo para empresa. Até a hora do almoço, o resultado estava pronto. Bem cuca fresca, trabalhei, almocei e liguei no laboratório para saber se já estava pronto. A atendente muito gente boa, que já me conhece de várias idas ao laboratório, disse toda entusiasmada “parabéns, deu positivo!”

Oi?

Peguei a chave do carro, tinha pouco tempo de almoço ainda, sai disparada para o laboratório, para pegar o resultado em mãos. Como assim gente? Grávida? Tomando medicamento? Não somente o anticoncepcional, como também os medicamentos da artrite, da coluna...

Enquanto dirigia na autoestrada, mentira, dirigia no percurso até o laboratório, passava mil coisas pela minha mente. “Meu Deussssssss, tô grávida de novo!”, “Senhor, tô grávida e a Angelina só tem dois anos...”, “Caralhooooooooooo véi! Tô grávida! Que massa!”

Eram algumas das expressões que passavam pela minha mente. Sorri, gargalhei e chorei, sozinha no carro. Cheguei no laboratório, abrindo a porta de uma vez. A atendente me olhou assustada e perguntou: “veio de jatinho?” Respondi no sopetão, “não, de Chevrolet mesmo”.

E aí o resultado estava em minhas mãos. Positivo. Positivíssimo! Dado ao fato dos parâmetros estarem super acima do valor que é considerado positivo (vide foto).

Liguei pro marido, falei que tava grávida. A observação dele foi “bem que seus peitos estavam diferentes!” ¬¬ e saiu contando pra Deus e todo mundo. Liguei pra mãe, na hora ela respondeu-perguntando “eu tô grávida?!”, “não né mãe!”, “parabéns então!”

Ao mesmo tempo que a felicidade invadia meu peito, aquela mistura louca de “socorro” com “yes”, foi passando um filme louco diante dos meus olhos, enquanto eu dirigia de volta para o trabalho.

Como seria? Dois filhos cara... estávamos no caminho para a formação do nosso trio! <3

Neste mesmo dia, aconteceram outras coisas, mas fica para outro post! 

Sabe aquela imagem que dispensa legenda? Então...


terça-feira, 9 de agosto de 2016

Das escolhas que a gente faz

Bom dia, bom dia, bom diaaaaaaaaaaaaaaaa!!!

Hoje eu tô aqui, pra falar com vocês, sobre as escolhas que a gente faz, em geral, na vida, inclusive na maternidade.

Quem me conhece, sabe que sou intensa. Mas muito! Sem preguiça. Já falei em outros posts, que quando eu sofro, EU SOFROOOOOOOOOOOOO! E tudo na minha vida, sempre foi assim:

Quando fui fazer curso de teatro, por mais que eu não queria ser uma atriz da Globo (mentira, quis sim) e aqueles exercícios, aquele ambiente, era bom, tanto pelas amizades, quanto para amadurecer outras áreas da vida, eu me dedicava. Eu estava lá sábado de manhã. Eu era a primeira a chegar, descia do ônibus na Saúde e seguia pela calçada, passava a Besni, e lá estava. E ia até a hora do almoço, quando não, no período da tarde.

A mesma coisa, quando do alto dos meus 11 anos, quis fazer informática e inglês. Fui parar lá na Praça da República, pra quem conhece São Paulo, bem longe de casa, bocada, inclusive. E eu ia e vinha: dois ônibus, metrô do Jabaquara até a Praça da Sé, fazia baldeação e ia... e depois ainda levava o meu irmão caçula, o Tiago. Confesso que ficar de olho na bolsa, para não ser assaltada e cuidar do Tiago, ao mesmo tempo, não era duas funções fáceis. Mas, deu certo!

Assim, foi seguindo a minha vida. Fazendo escolhas e, mesmo que em algum momento me arrependesse delas, eu continuava fazendo bem feito. Empregos, faculdade, cursos, limpar a casa, bordar, cozinhar, etc.

Nunca me permiti, fazer algo "nas coxas", por que acredito, que do mesmo modo que não quero receber menos, não posso oferecer menos. Até nas amizades. Quando entro, me jogo! Procuro ser fiel, mesmo com quem não é fiel comigo. Esses dias, falei pra "minha filha mais velha", a Fátima, que cada um oferece, o que tem de melhor.

Eu ofereço a minha amizade, intensa, completa. Pau-pra-toda-obra, mesmo que eu me FODA de verde e amarelo, mas sou companheira para várias esparrelas, a Bárbara que o diga!

E aí, na maternidade não poderia ser diferente. Quando eu disse "quero ser mãe", foi pensado com intensidade. Olhei pra cara do marido, conversamos muito, pautei como eu acho/acredito que deve ser a criação de um filho, como meus pais me criaram, o que eu achava certo ou errado, o que eu queria levar para a criação dos nossos filhos e o que eu não gostaria que passasse perto.

E assim vem sendo. Descobri que sou mais parecida com a minha mãe, do que pensei, e isso me assusta, MUITO!

Como vocês sabem, briguei muito e com muita gente, sobre a questão da alimentação da Angelina e vejo resultados positivos, como ela preferir se acabar com um pedaço de melancia do que numa barra de chocolate. Recebi muitas críticas, viu? Recebo até hoje, inclusive. Mas, essas críticas, por mais que me cansem, se transformam em combustível, principalmente quando os médicos dizem que ela é uma criança muito saudável, ou quando eu vejo/leio, fico sabendo de uma notícia triste, como semana passada, que um menino de 9 anos, isso mesmo NOVE ANOS, teve um infarto fulminante, sem tempo de ser socorrido. Ele estava bem acima do peso, considerado obeso e só comia salgadinho, doces, fast food, etc. Os pais agora estão em depressão profunda... único filho, nove anos...

Por eu trabalhar fora, a Angelina desde os 3 meses e meio está na escolinha. Me dói nos dias mais frios, de chuva, ou de gripe, deixá-la aos cuidados dos outros. Mas, essa é a história dela. E quando ela chega em casa, com as atividades feitas, contando que brincou, que fez isso ou aquilo, alivia um pouco a culpa.

No livro O Pequeno Príncipe, o autor Antoine de Saint-Exupéry, diz "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas", e é a mais pura verdade. Acredito que os pais são responsáveis sim, pela educação/criação que dão aos seus filhos, principalmente em tenra idade, quando são os principais responsáveis em educá-los e orientá-los. Ouvi uma vez da minha manicure, que a psicóloga do filho dela disse, que as crianças vão sempre nos testar dentro de casa, por que o mundo lá fora, não tem como eles ficarem testando.

E cada dia que passa, que vejo as atitudes da Angelina, que vejo suas teimas infantis, que muitas vezes dá vontade de rir e outras de explodir, são reais testes de paciência. As crianças são mais inteligentes do que pensamos! E a pequena aqui de casa, "dá nó em pingo d'água", como diz a vovó Cida!

Enfim... quando escolho fazer algo, eu não sei ser "MENAS". Eu quero ser sempre mais! Eu quero passar isso para a Angelina (claro que ela não precisa ficar retardada igual a mãe dela e ficar se testando o tempo todo), para que ela se jogue, permita dar o melhor, sempre!

E mesmo que não reconheçam, mesmo que não seja recíproco, ela fez a parte dela. Eu fiz a minha parte.


segunda-feira, 18 de julho de 2016

Os antônimos da maternidade

Gentemmmmmmmmm!!!!

Que saudades de vocês! Nossa! Faz muito tempo que não escrevo, que não desabafo por aqui...

Mas, também... foram tantas emoções, como diria o rei Roberto... que olha, gente! Fácil não.

Mas quem disse que a maternidade seria fácil, não é mesmo?

O título deste post fiquei pensando ontem a noite. Na verdade foi por situações que vim passando durante a semana e, uma em especial, no sábado à noite, fez eu ver como vivo, constantemente vários antônimos.

Vocês lembram o que é um antônimo? Antônimo é um substantivo masculino que descreve uma palavra que tem um significado oposto em relação a outra palavra. Por exemplo: caro é antônimo de barato. O antônimo é o contrário de sinônimo.

Pois bem. Sempre tive fama de durona. Que dá porrada na mesa, que briga, que não leva desaforo pra casa. Que dá um boi pra não entrar numa briga, mas uma boiada, a fazenda, o brete e tudo mais para não sair. Pois é... aí fiquei grávida. E fim. Hoje eu choro. Claro, brigo para defender a minha cria, porém, me destruo, me culpo, me condeno, me machuco, muitas vezes e depois, vou juntando os caquinhos, colando cada um, para a próxima porrada.

Vocês não acreditam? Passei por uma experiência há pouco tempo. Estava em um ônibus com a pequena. Iria até Londrina, dormiria lá e no dia seguinte iríamos numa consulta médica. Depois voltaríamos para casa, felizes e contentes. Seria a primeira "viagem" minha e da Angelina, só nós duas, sem pai, sem vó, sem ninguém para nos vigiar, nem para dar apoio.

Mal saímos da rodoviária de Maringá, a pequena começou a falar alto dentro do ônibus que queria a vovó e o papai. Fui disfarçando, brincando e ela azedando. Aí começou a dizer em alto e bom tom "quero fazer cocô!" Tentei enrolar e o cara do banco da frente, desceu o banco de uma vez, quase acertando a cabeça da menina!

Respirei fundo e a levei ao banheiro. Claro que ela não fez cocô. E eu me segurando dentro daquele cubículo fedido, segurando ela, segurando a bolsa com documentos e dinheiro, pedindo aos céus que o motorista não fizesse uma curva.

Voltamos ao nosso assento. Um senhor do lado queria dar BIS para ela. Peguei, agradeci e escondi.

PAUSA

1. Cês lembram que nós não damos doces pra Angelina, né?
2. Minha mãe me ensinou a não aceitar nada de estranhos. Aceitei, por que ela me deu educação, mas confesso que escondi no bolso do banco da frente, por que, VAI QUE?

Voltando...

Nesse meio tempo, pessoas dentro do ônibus, escondidas na penumbra, começaram a falar "cala a boca dessa menina, se não eu calo", "faz essa menina ficar quieta, que quero dormir", "nossa, que criança mal educada!".

Gente: o que a Priscila que todo mundo ACHA que conhece, fez numa situação dessas?

a) Levantou toda empertigada, passou a mão na lanterna do celular, perguntou quem era o FDP que estava falando essas coisas e partiu pra discussão, defendendo a cria, pouco se lixando para os demais passageiros.
b) Tentou convencer a neném a ficar quietinha, enquanto lágrimas corriam do rosto da filha e do seu. como cachoeira, tentando achar um buraco para se esconder, querendo que o ônibus parasse na primeira quissassa do caminho, para descer e parar de "incomodar" os demais passageiros.

Pois é... acertou quem escolheu a opção b =/

Foi uma sequência de situações desastrosas, a Angelina começou a vomitar, em seguida o nariz a sangrar. O vômito respingou no banco e foi pro chão. Era vômito em jatos ultra-sônicos!

Fui até a parte da frente do ônibus, bati freneticamente (mesmo!) na porta do motorista. Com muito custo ele abriu e eu solicitei que ele parasse na praça de pedágio de Arapongas, no caminho.

O motorista atendeu o meu chamado. O passageiro da penumbra disse "até que enfim", peguei minha cria, nossa bolsa, a jaqueta que salvei sem vômito e descemos. O motorista ainda perguntou se eu queria que ele aguardasse. Eu agradeci, ele tirou nossa pequena mala do bagageiro e seguiu viagem.

Ali, desabei, chorei muito agarrada à minha neném. A cada soluço meu, ela dizia "mamãe, tá tudo bem, tá?????"

E aí eu lhes pergunto: quem é a forte e a fraca, da nossa relação? Quem aguenta e quem arreia? Quem terminou a noite chorando, esperando o marido chegar e quem ficou pulando de banco em banco, após vômitos e nariz sangrando, esperando o papai sair de Maringá e ir buscar a mãe chorona e a filha sorridente, lá em Arapongas???

Os antônimos da maternidade não param por aí, mas eu conto em um próximo post ;)

Quem tem elasticidade e quem não tem. Ok, eu não tenho!
PS: no dia da foto ela estava com muita febre, a levei no pediatra e
o mesmo havia indicado, inclusive, internação!

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Eu não quero ser “menos mãe”

Tem algo que vem me angustiando faz tempo, que vem me torturando, de verdade.

Acredito que seja algo, que outras mães, que como eu, procuram tomar uma atitude diferente na criação dos filhos, devem passar.

Os embates acontecem, todos os dias e a gente cansa, mas tá ali, lutando, seguindo a nossa ideologia, recuando na hora certa, partindo pra cima quando necessário e assim vai. Eu tô numa pira. Admito.

Dentre alguns modelos de maternidade que eu busco pra mim, tenho a minha comadre. Não, ela não é perfeita. Muito menos, mãe de 15. Entrou nessa vibe de maternidade um pouco antes que eu, mas no que ela ganha o meu respeito, é na questão da alimentação dos filhotes.

Várias vezes, nós duas brigamos com a balança. Foi na época da formatura, que fizemos umas doideras pra emagrecer. Depois, quando ela foi casar, entramos numa reeducação-militar-alimentar pra chegarmos lindas ao grande dia.

E aí eu sempre penso: não quero isso pra Angelina. Não quero vê-la sofrendo, procurando roupas G, GG, XG, como normalmente eu faço. Não podendo usar "modinhas" devido não ser feitas/pensadas para pessoas "de peso".

E vejo na comadre, uma alimentação saudável pra ela e, principalmente, pra família. Crianças, sadias e coradas. E é isso que eu quero pra minha filha: saúde!

Só que assim: eu sei muito bem o que se encaixa na minha realidade, no meu bolso, no nosso cotidiano. E eu pesquiso. Como eu leio, pesquiso, pergunto, vou atrás de informações, tenho consciência do que é bom para a Angelina, pra mim, pra nossa família.

Quando digo que paçoca não trará benefício algum para ela – ou para qualquer criança da idade dela – não é por que sou chata. Ou neurótica. Não, simplesmente, eu pesquisei. Eu busquei informações. Tenho embasamento teórico sobre isso.

“Ah, mas você comeu paçoca quando era criança e taí viva e bem!”... sim, tô... tô “bem gorda”, tô “bem com outros problemas de saúde”.

Cada caso é um caso. Cada organismo é um organismo. Cada pessoa é uma pessoa.
Mas, o que todo mundo quer, é RESPEITO.

E exigir isso cansa... dá uma preguiça...

Já fui alvo de piadinhas. Já fui desafiada. As pessoas gostam de testar o seu limite, sabe? Fazendo de propósito, colocando doces e outras coisas na boca do seu filho e você ali, argumentando, falando, que não. Com a desculpa que “a criança vai ficar com vontade”.

O que me fez mal, muito mal mesmo esses últimos dias, foi o fato da Angelina tomar suco de caixinha. E ter gostado. Claro, é puro açúcar! Quem não gosta de um docinho?

Masssssssssssss, desgraça pouca é bobagem. Eu. Euzinha. Comprei suco de caixinha pra minha filha levar pra escola. Como estou numa correria grande, não estou dando conta de fazer o suco natural, como eu e o Arthur sempre fizemos.

E aí? O que eu fiz? Comprei. Vários, de vários sabores. Coloquei na geladeira e mandei dois por dia, pra escola servir pra ela.

Onde eu estava com a cabeça? Pensando na praticidade, no fato da minha filha não ficar sem suco e que eu estava muito “xiita”.

Gente!!!!!! Onde foi parar minha inteligência, minhas pesquisas, minha opinião, minha inspiração, tudo, em frente à gondola do supermercado???

Que fique bem claro, mais uma vez. Se você acha que não está fazendo nada de errado com o SEU filho, de boa, não tenho nada a ver com isso. Mas, eu, euzinha, me sinto bem culpada com isso. E aí, me vem o medo, de ser “menos mãe” pra Angelina, ao expor toda a sua fragilidade, a todos os acidulantes, corantes, açúcares e sódio que podem conter numa caixinha de suco...

Sobre a questão de deixá-la "zumbizando" na frente da TV, falo com vocês em outro post. Zero pra mim!

Algumas pesquisas, para quem ainda acha que sou xiita:

http://www.saudemelhor.com/5-sucos-com-mais-acucar-refrigerante/

https://propaganut.wordpress.com/2013/05/13/saiba-o-que-voce-esta-comendo-sucos-de-caixinha/

http://noticias.r7.com/saude/noticias/suco-de-caixinha-tem-mais-acucar-que-refrigerante-20101118.html

http://g1.globo.com/sao-paulo/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2015/01/consumidor-deve-ficar-atento-com-alta-taxa-de-acucar-em-sucos-de-caixa.html

http://palavrademelinda.com/2013/03/15/muito-alem-do-peso-cinema-e-saude/

http://estouficandomagrinha.blogspot.com.br/2014_11_01_archive.html



terça-feira, 19 de maio de 2015

Vida social ou o que sobrou dela

Lembra quando eu falei pra vocês sobre a vida de solteiro X a vida de casado?

Então, esse post tem um pouco a ver com isso também.

Tenho uma amiga, que também trabalha comigo, e que era minha companheira de balada. Quantas e quantas vezes, saíamos durante a semana e no dia seguinte, tomávamos energético para nos manter acordadas?!

Saiamos para dançar, viajávamos nos finais de semana, tinha barzinhos, encontro com as outras amigas e por aí vai. Daí, conhecemos nossos “digníssimos”. Na balada. E daí tínhamos mais dois companheiros para a gandaia.

Aí eu casei. Aí o namoro dela foi ficando mais sério. Aí as noitadas infinitas deram lugar para os churrasquinhos e encontros em barzinhos mais calmos. E como tudo na vida a gente se adapta, assim foi indo com a nossa vida social.

Quando engravidei, ainda saiamos com uma certa frequência. Fomos até num show, com esse casal de amigos nossos e vários outros. Lembro de ficar cansada, a barriga começando a pesar e a coluna reclamando. Grávida de oito meses ainda viajei com a minha mãe até São Paulo! Andei a 25 de março de cabo a rabo. Uma delícia!

E aí a nossa pequena nasceu <3

Foram várias visitas que recebemos, foram várias pessoas que conheceram a pequena e se preocupavam se eu estava bem. E aí, cada um seguiu sua vida. Nós nos adaptamos à pequena e nossos amigos, saindo, passeando, dançando, bebendo, festando.

Algumas vezes éramos chamados para alguns churrascos, porém, por ser a noite evitávamos ir, devido a Angelina ser muito novinha. E assim fomos ficando em casa. Os convites também foram diminuindo. O que aumentaram foram os chás de bebês, de cozinha, aniversários, batizados, casamentos, etc.

Vejo, sinto, que o Arthur sente bastante falta da vida agitada. Se bem que hoje ela é agitada de um outro jeito rsrsrs. Mas, é como eu disse mais acima, é questão de se adaptar. Aos poucos, nós dois tivemos coragem de sair e deixa-la com a minha mãe ou com a minha sogra.

Em um ano e sete meses de Angelina, conseguimos ir no cinema uma vez! E foi ótimo!!! Deixamos ela com a mãe do Arthur e fomos com esse casal de amigos nossos assistir Velozes e Furiosos. Foi muito show! Também já fomos uma vez dançar e outra num show. Minha mãe ficou de babá com a ajuda da minha sobrinha.

Confesso que tem uma briga bem grande dentro de mim, entre se isso está certo ou errado. Afinal, quem pariu Mateus que balance. Por mais que as avós fiquem com a pequena, cuidam com todo o amor e carinho, não é obrigação delas isso. Quando ficamos grávidos, sabíamos que teríamos que renunciar a várias coisas. Vida social era uma delas.

Se fico com inveja quando vejo fotos da galera se divertindo e eu fazendo mamadeira de madrugada? Às vezes. Se gostaria de sentar num barzinho da moda, tomar umas cervejas geladas e falar besteira, dando gargalhada com aszamigas a noite toda? De vez em quando sim. Até mesmo um café, já estava de bom tamanho.

Mas, tudo isso, essa renúncia, vale a pena e cai toda essa vontade por terra, quando ouço “mamãe?” ou quando peço um abraço, e a Angelina, com os bracinhos pequenos, porém fortes, envolvem o meu pescoço e me abraça. E ali, o mundo poderia congelar. E eu ficar com ela assim. Pra sempre!

Ai que vontade de morderrrrrrrrrr <3


quinta-feira, 2 de abril de 2015

Cansaço materno

É acumulado. Judia. Parece não ter fim. Às vezes você se sente feliz por senti-lo. Afinal, ele é a “recompensa” de ter um filho nos braços.

Mas, estar cansada o tempo todo, cansa. E não é um cansaço, que se você dormir 24 horas seguidas faz melhorar. O cansaço físico pesa, mas o mental é pior.

Eu explico: quando estava grávida, tinha uma disposição danada, até os 6, 7 meses. Depois a barriga pesou, o quadril não começou a suportar o peso, andar e até falar, precisavam de um esforço descomunal. Mas, isso é normal numa gestação. Do mesmo modo, que a última semana eu estava num pique, que era difícil me segurar!

Só que aí a Angelina nasceu. Tivemos todos aqueles perrengues com a questão da amamentação, que eu já contei pra vocês aqui, e isso me tirou várias noites de sono. Depois a conformidade de dar mamadeira de NAN pra ela. Ela dormia otimamente bem. Eu não. Frustrada por não poder amamentar. Aí tivemos uns 4 dias de cólica. E a preocupação, a tensão, me deixavam mais exausta do que cuidar da pequena.

Os dias, as semanas, o primeiro mês passa, você vai criando uma rotina pra você, pra neném, pro marido, pra casa. Tudo questão de adaptação. E isso cansa. Cansa você aprender a administrar tudo de novo. Afinal, você tinha uma administração antes e ela se torna diferente pós-bebê.

Quando a Angelina pegou um ritmo bacana, eu queria aproveitar o tempo que ela dormia durante o dia. Em vez de descansar, ficar a toa, dormir, como muitas pessoas falavam pra eu fazer, eu ia fazer pudim, cocada, arrumar guarda-roupa...

PAUSA: quem me conhece sabe que eu não consigo dormir durante o dia, não adianta. Fui um neném que NÃO DORMIA durante o dia – coitada da minha mãe!

Daí, começou a procura por escola para deixar a pequena, afinal eu voltaria a trabalhar daqui uns meses. E visitar escolas, fazer pesquisa de preço X qualidade X confiança, e pensar que logo eu me separaria da pequena, me deixava exausta emocionalmente. Eu chorei bastante pensando nisso, mas tinha a certeza da escolha, que ao meu ver, foi a melhor que eu poderia ter feito.

Aí tem mais uma rotina para administrar e adaptar todo mundo. A mãe que trabalha fora de casa, mais a neném que vai pra escola, mais o pudim, etc, etc, etc...

E aí são várias coisas diferentes que vão acontecendo e a mãe se cansando. Um resfriado, que tem os horários corretos para medicação e que requer a mãe acordada na madrugada. A correria para pegar a criança na escola, levar pra natação, voltar pra casa e guardar a roupa passada.

Até mesmo quando saímos para diversão, cansa. Pois, é o tempo todo, correndo atrás do pequeno que quer conhecer o mundo, que quer mexer onde não pode, que quer subir onde não deve.

A minha mãe, que tem os quatro filhos criados (a escadinha em casa é assim: 40, 38, 32 e 27 anos), onde encosta dorme. A preocupação dela hoje são outras. Algo do tipo, se os filhos estão ganhando o suficiente, para sustentar os netos. Se um filho está doente e longe, ela liga, ela procura outro filho que possa estar perto do irmão para cuidar e dar notícias à ela...

Então, o que vejo, é que o cansaço não tem fim. Sabe aquele ditado “filho criado, trabalho dobrado”? Acho que é por aí mesmo. Mas, gente! Uma observação mais que importante sobre isso: Não é uma reclamação que estou fazendo. Eu escolhi ser mãe. E o pacote vem completo. Não dá pra escolher ter filhos e a pele de pêssego por 8 horas de sono bem dormidas. Não tem como ter filhos e pelo menos nos primeiros anos de vida do bebê, comer comida quente.

Ah, mas só pra deixar claro: as pirações que o cansaço proporciona, deixando a gente fora de si, são normais. Afinal, a melatonina, o hormônio do sono que regula o relógio biológico, também vai entrando em crise e é nessas horas que as mães dão aquelas surtadas! Então relaxa... logo, isso passa. Ou não ;)

A Angelina está com 1 ano, 5 meses e 28 dias. Estou num nível de cansaço que parece que eu não durmo há 1 ano, 5 meses e 28 dias. Mas, ao mesmo tempo que meu corpo pede cama, sofá, um lugar pra encostar e descansar, meu cérebro diz: “ela só terá 1 ano, 5 meses e 28 dias agora”. E o coração arremata, pulsando e deixando claro que esse cansaço vale mais que a pena. Vale mais que 1 ano, 5 meses e 28 dias de cama, sofá, noites inteiras de sono e qualquer outra coisa que me tire o prazer de vê-la crescendo, se desenvolvendo e eu vivendo ao seu lado...

Eu poderia estar matando, eu poderia estar roubando ou poderia estar descansando, mas
estou aqui te fotografando enquanto você dorme gostoso rsrsrs <3