quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Mas daqui a um mês...

A ansiedade vai tomando conta... como vai ser o seu nascimento? Contrações começando de madrugada e se estendendo ao longo do dia, ou uma bolsa estourando em plena Av. Brasil, quando eu estiver entrando no banco, para pagar uma conta?

Suas roupas já estão lavadas e passadas. Dentro de uma mala protegida por lençol, que a Vovó Cida arrumou. A Vovó Eurides ainda está na produção de mais algumas toalhinhas bordadas com seu nome. Tia Regina fazendo bicos nas suas fraldas de boca.

O quarto, depois de muitas voltas, está com o berço herdado da Angelina, que foi herdado do Vovô Zé, montado e com tudo no lugar, para você dividir o espaço com sua irmã. A Angelina disse que você pode brincar com ela ♥

Sua gestação passou tão devagar... mas, muito rápida ao mesmo tempo. Rápida não, intensa!

Foram tantas provações, confusões, bênçãos agradecidas e a agradecer. Aquela mistura louca de sentimentos, que só quem está grávida sabe como é. E quem não está, mas está por perto, que se adapte!

Nós somos muito abençoados Miguel! Nós temos pessoas que nos amam. Que torcem pela gente, que riem e choram junto conosco.

Uma amiga da mamãe me falou, logo quando descobri que estava grávida de você e preocupada com as medicações que estava tomando, que Deus faz a obra perfeita. E Ele faz mesmo! Ontem, depois do ultrassom que fiz e a médica disse que você está ótimo, tive mais uma vez, certeza disso.

Deus é bom o tempo todo. Todo o tempo, Deus é bom.

Daqui um mês, mais ou menos, quando você chegar neste mundo doido de meu Deus, você encontrará uma família que te ama muito! Que te espera de braços abertos, com muitas dúvidas, muitos medos, mas muito, muito amor!

Tem bisa, tem avós, avô, tias-avós e tios-avôs. Tios e tias, primos e primas de sangue e de coração. É muita gente para te dar amor ♥♥♥

E esse sentimento, o amor, é um dos mais bonitos que existe e que o mundo todo está precisando. em altas doses, sem moderação!

Quero que saiba, que nós vamos estar aqui, para o que der e vier. Que tanto eu, quanto seu pai, estamos um tanto assustados com sua chegada. Por mais que já aprendemos a ser pais, nunca fomos pais de dois e ainda não sabemos como será a adaptação da rotina, dos afazeres, etc.

Me pego pensando e depois verbalizando algumas angústias, que também são do papai. Se dessa vez conseguirei amamentar, por exemplo. Principalmente, por que depois de três anos, a lata do NAN subiu quase R$20,00 e se você for um bezerrinho, como sua irmã era/é, o papai está pensando em vender um rim no mercado negro 😁 (aproveitar que estão pagando bem. Cês viram a tabela que tá rolando na internet?!).

Muitas outras perguntas tenho na cabeça, algumas que agoniam o coração. Porém, esses medos passam quando, por exemplo, vou me abaixar de uma vez para pegar algo que caiu no chão e sinto um chute, empurrão, algo do gênero, do tipo "não me maceta mãe!" e fico rindo que nem boba!

A previsão para sua chegada é daqui a um mês. Assim como fizemos com sua irmã, seu tempo será respeitado. Você virá quando quiser, quando estiver na hora. Resta a nós, eu e seu pai, esperarmos e respeitarmos quando você vai querer dar o ar da graça rsrs sem pressa, sem demora. No seu tempo. Só chegar que estamos te esperando ♥

E pra vocês? Quanto tempo demora um mês?

https://www.youtube.com/watch?v=or-bM0uGWOQ




quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

"Não pecisa"

Essa era a resposta inicial da Angelina, quando a gente perguntava se ela queria um irmão ou uma irmã. Chegava a ser fofo! Aquela mãozinha pequenina, balançando de um lado para o outro, respondendo que "não pecisa" de nenhum dos dois. Do tipo "tô de boa"!

Pois é minha gente... ciúmes fraterno. Ciúmes de irmãos.

Eu já vivi isso na pele. A primeira vez, quando nasci, claro que não lembro, mas ouço as histórias que minha mãe conta, do meu irmão do meio até colocar um "revólver" na cintura, por que todo mundo entrava e saía para ver a "neném" e ele queria me proteger ou então espantar todo mundo que chegava ali com um presente pra mim e não pra ele. De vez em quando penso que ele ainda não superou o fato de eu ter nascido... E olha que já se passaram 34 anos!

Do mesmo modo que quase morri com a chegada do caçula. Ainda bem que continuo sendo a única menina! Nunca quis uma irmã. Mas, o caçula é cinco ano mais novo, precisava de atenção. E eu admito: apertei, belisquei e judiei muito dele. Desculpas públicas Ti!

Voltando à Angelina, o que estamos tentando fazer, é mostrar pra ela, que o "ermão" está chegando, mas que ela continua sendo nossa gatinha. Que continuamos aqui pra ela. As pirraças aumentaram MUITO! O drama - que já está no sangue - está bem para novela mexicana. Tudo parece que o mundo vai acabar, algo do tipo "você não me ama, você não me quer"... não sei de onde essa menina puxou tanto essa veia dramática! 😜

Aí, pra ajudar não aparece um filho da puta, né? Agora pra inflamar mais a situação, já tivemos as seguintes frases:

"Agora você não é mais a princesinha da casa hein?!"

"Agora tá vindo um reizinho, em Angelina! Um menininho que era o que todo mundo queria!"

"Eu não vou mais gostar de você, só gosto do Miguel agora"

"O Miguel vai ficar com o seu quarto, com as suas coisas e com o papai pra ele"

Aí eu te pergunto, caro amigo, cara amiga: como que você lida com os sentimentos de uma criança, de três anos, em relação ao irmão que ainda não nasceu, quando se tem pessoas tão "sensíveis" e com um nível intelectual tão alto, falando tanta merda por perto?

1.º que nem eu, nem o Arthur (apesar dele ter nome de rei), descendemos de nenhuma dinastia, portanto os títulos de nobreza, não se enquadram a nossa família. Não é a toa, que os filmes de princesas que, normalmente, a Angelina assiste, é de princesas um tanto rebeldes, como a Merida, do filme Valente, a Fiona, do Shrek e a Princesa e o Sapo (para quem não lembra, a menina trabalha em dois empregos, por que quer ter o próprio restaurante e tals).

2.º todo mundo quem, carapalida, queria um menininho? Se viesse outra menina, eu ia fazer o que? devolver pro saco do pai? Ia ser rejeitada por ser menina? Só por que tá nascendo um piá, devemos devoção a ele? Isso me faz pensar, lá atrás, quando as mulheres engravidavam e, o primeiro filho, podia ser menina, por que era "o que Deus queria", mas se o segundo não fosse um macho, a culpa era da mulher que não era parideira. Gente! Ô GENTE! que século vocês vivem? Senta aqui, conta pra tia 😠

3.º a pessoa que fala pra uma criança de três anos, que não gosta mais dela, que só vai gostar do irmão, por que a criança não deu um beijo, não cumprimentou ou não fez determinada ação, como era a expectativa do outro, sinceramente, merece minha pena. E, claro, a minha raiva por que se trata da minha filha. Afinal, esta é uma super prova de maturidade!

4.º eles vão dividir o mesmo quarto. O mesmo espaço. Assim como um dia eu dividi com os meus irmãos e o Arthur dividiu com os irmãos dele, e mais da metade da família dividiu ou ainda divide com os seus. Para tanto, estamos procurando harmonizar o ambiente para ambos. Se quando eu e o marido, fomos morar juntos, aprendemos a dividir o mesmo guarda-roupa, por que as crianças não podem?

Não sei nem por que estou escrevendo as justificativas. O que quero dizer com tudo isso, é pra você, você e VOCÊ largar de ser besta rsrs de entender que está lidando com sentimentos. Sentimentos esses, de uma criança de três anos, ou como gosto de dizer, de um bebê de três anos, de uma mãe gestante, que está com hormônios em ebulição e tentando tornar mais prazerosa e menos traumática a chegada de um segundinho, de um pai que tá bem louco, administrando tudo isso e ao mesmo também tá perdidão.

Enfim... se ainda não notaram, tem muitas coisas a serem administradas, com muito amor, carinho e RESPEITO. Tente ser positivo. Tente se colocar no lugar do outro.

De qualquer modo, se a sua opinião, não vier somar, construir, ajudar, "não pecisa" tá?!


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Sobre a segunda gestação ou manual de sobrevivência

Assim como tem muita gente pra te jogar na lona, te deixar para baixo, te fazer mal, cruzam o seu caminho, pessoas iluminadas também aparecem. E elas fazem exatamente isso: com as idéias delas, com as palavras, com um gesto de carinho, te levantam. Te dão força, para você enxergar melhor as situações e seguir o caminho.

No nascimento da Angelina, com todo o problema de amamentação e tals que já contei para vocês, lembro da Nalva, minha vizinha de frente, dizer um dia pra mim e pro Arthur: "põe a Angelina no ritmo de vocês!" Isso ecoa na minha cabeça até hoje, principalmente, quando começa a sair do planejado. Vou lá, converso com o marido, algumas vezes nem converso, mas tomo a rédea da situação e faço a pequena entender, que em manda nessa bagaça sou eu e que temos que entrar num acordo coletivo para o bem de todos.

Quando falei para minha comadre-guru, a Bruna, que estava grávida, como sempre ela vibrou comigo. Contei para ela todo o turbilhão de tudo que tava acontecendo, dos medicamentos e tals e ela ali, segurando a minha mão, mesmo por telefone ou whatsapp.

Aí, marquei e fui um dia pra casa dela. E verbalizei que não me sentia grávida.

PAUSA: Gente, verbalizem o que estão sentindo. Coloquem para fora. Fodam-se os julgamentos. Mas, desabafem. Pesquisas científicas comprovam que muita coisa guardada dentro da gente, faz mal. Provoca câncer e muitas outras doenças. FALEM!

Voltando... falei que não me sentia grávida. Que me sentia estranha. Que não estava conseguindo comemorar essa nova bênção em minha vida.

E a Bruna, dentro de toda a sabedoria dela, mãe de dois, conhecedora das minhas loucuras - que muitas vezes são dela também - me disse: "Priscila, isso é normal. Segunda gestação é sobrevivência". Não lembro o que cortou nossa conversa na hora - acho que foi as crianças kkkk - mas, essas palavras dela, ficaram na minha cabeça. Ecoando. Me soaram tão verdadeiras. Tão fortes. E analisando esses meses que se passaram, ela tem toda razão. E eu agora explico pra vocês, como cheguei nessa conclusão:

Segunda gestação é sobrevivência, do casamento, do primeiro filho, do companheiro, do emprego e principalmente, SUA.

É você se desdobrar para cuidar de você, da criança que está ali pedindo seus cuidados (mesmo que a criança tenha 3, 6, 18, 21 ou 30 anos. Filhos sempre precisam de suas mães). Da barriga, com a qual você tem que ter muito cuidado, tomar os medicamentos certos, fazer os exames indicados, não bater, não cair, não prejudicar de forma alguma esse novo ser que você está gerando.

É você se desdobrar para cuidar do casamento, pois se antes, a atenção para com o marido já era dividida com o primeiro filho, agora fica mais limitado ainda. Essa reflexão pode parecer até machista, pelo lado de "pensarmos nos homens e blá, blá, blá". Aqui, quero puxar a reflexão que ninguém casa para separar. Que ambos tem que fazer a sua parte. Que não tem essa história do homem "ajudar em casa" ou "ajudar com os filhos". Tem que fazer cada um sua parte e aí é onde entra a sobrevivência do casamento. O homem fazendo a parte dele, entendendo que a mulher já está mais frágil que o normal e a mulher, segurando a onda e procurando não descontar todo o seu descontrole emocional e hormonal em cima dele.

A sobrevivência do primeiro filho, que no nosso caso, só tem 3 anos. Que quando abre os braços pra mim, pedindo um "coio", não tenho como negar, mesmo estando com a coluna fudida, a barriga pesando e o cansaço abraçando. É tentar explicar para essa criança, que o irmãozinho que vai chegar, não está "roubando o seu lugar" - como algumas pessoas super sensíveis já falaram para ela. É explicar que ela continua sendo importante em nossas vidas e que, mesmo com a chegada do bebê, não ficará sem a atenção dos pais - pelo menos é isso que estamos pensando, criando estratégias e tentando fazer desde já.

A sobrevivência do emprego, por vários motivos. 1º por que você agora tem que sustentar duas crianças, com o mesmo salário que você ganhava. Daí ou você se adapta, ou cria rendas extras, ou parte para a busca de um novo emprego que ganhe mais. 2º por que, por mais que são as mulheres que colocam mão de obra no mundo, elas são hostilizadas por engravidarem e as empresas e seus empregadores, não gostam nada de dispor da funcionária, tanto para as consultas do pré-natal, quanto para a licença maternidade. 3º por que você fica limitada a alguns afazeres, então você não render o que rendia antes e, muitas vezes, seu chefe faz questão de te lembrar disso. Já não basta o seu psicológico te martelando, por você não ser tão pró-ativa como antes. Precisa ter alguém fofamente te lembrando isso, durante nove meses, oito horas por dia.

E por isso, minha amiga, meu amigo. A sobrevivência da mulher fica, gravemente ameaçada. É você pirar com tudo isso a sua volta e na hora que explode, as pessoas olharem "magoadas", "chateadas", "nervosas" e dizerem "nossa, como você tá grossa! Não dá pra conversar com você!".

É você chorar escondida no banheiro, debaixo do chuveiro e mesmo assim, os olhos inchados te denunciarem e você ouvir "mas, já tá chorando de novo?!". É você ouvir "grávida de novo?!" ou "Não tem TV em casa", e responder com um sorriso amarelo, por que está cansada de usar o seu latim sobre o seu direito de transar e procriar o quanto quiser. É não ter vontade de se arrumar e ouvir "nossa, como você tá desleixada" e quando se arruma "uau, agora sim não tá com cara de acabada!" Mal a pessoa sabe, que você está acabada sim, cansada da noite anterior, por que a filha estava com febre e você cuidou dela ou que você não estava bem, ou por qualquer outro motivo, que só diz respeito a você, você não dormiu.

Enfim... sempre bato na tecla do RESPEITO, aqui nos meus posts. Os seus direitos começam, onde terminam os meus. Falar, todo mundo fala. Até papagaio fala. Mas, lutar, correr atrás, viver a sua vida, ninguém está disposto.

O velho ditado, todo mundo vê as pingas que eu tomo, mas os tombos que eu levo, ninguém.

Juro pra vocês que voltarei para contar a parte boa da segunda gestação. Mas, hoje, eu precisava desabafar e mandar um sonoro FODA-SE, por meio deste texto, para muita gente koakoakoa

A olheira eu não lembro, se era de cansaço, de choro, de falta
de vitamina ou do que mais possa ser... ignorem!




quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Habemus Miguel

Adivinha qual a frase que mais ouvimos até agora??? De parentes, familiares, amigos, conhecidos, estranhos, médicos e seres humanos em geral???

"Ahhhh tomara que venha um menininho, para formar um casalzinho!"

Adivinha a frase que mais vou ouvir agora que, oficialmente, estamos grávidos do Miguel???

"Ahhhh que bom que é um menino, agora vocês tem um casalzinho!"

Sim minha gente... por que eu e o Arthur fizemos de caso pensando. Calculamos a Lua em Marte, ela estava na 15ª casa de Saturno. Sagitário deu três pulinhos em Leão e agora está vindo por aí um menininho. O nosso Miguel =)

Tem também a teoria do meu vizinho, Ben-Hur. Ele disse que para sair um menininho, não pode deixar "entrar ar". Acho que não deixamos nenhuma janela aberta rsrsrs

Hoje foi dia de ultrassom e veio a confirmação. Está lá. Um saquinho e um pingolin. Para quem até o momento só sabia cuidar de periquita, vamos aprender a cuidar de pintinho.

O rapazinho sabe que estou falando dele, pois não pára de mexer. Engraçado que até dias atrás, eu sentia somente uns tremiliques. Agora, sinto que tem um serzinho chutando, mexendo aqui dentro da barriga <3

Já desconfiávamos, claro. Eu sabia que uma gestação era diferente da outra, sempre ouvi isso. Mas, não TÃOOOOOO diferente como essa está sendo.

Que Deus, em primeiro lugar, Nossa Senhora, Buda, Brahma, Shiva, todos os orixás, santos, deuses e todas as energias potitivas nos ajudem a colocar no mundo, criar, educar e ensinar, como estamos fazendo com a Angelina, este novo ser que a nós nos foi confiado.

Por que Miguel? Para quem não sabe e não viu o post sobre os nomes da Angelina, é o nome da minha avó, mãe do meu pai, que eu não conheci. Miguel é o nome do avô do Arthur. Uma homenagem para cada lado e todo mundo fica feliz =)

"E o terceiro, vai homenagear quem?" Sim, já vieram nos perguntar. Gosto bastante da Maria do açougue perto de casa... Quem sabe?!

D.P.P.: 28/03/2017
Signo: Áries
Peso em 01/12/2016: 586 g
Altura em 01/12/2016: 29 cm

É muito amor que não cabe no peito. E muitas preocupações, dúvidas, inseguranças, aflorando a cada dia. Mas, daí, eu conto em outro post ;)


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Festa de garagem

Acho que é assim que podemos chamar a comemoração do aniversário da Angelina este ano.

Estou atrasada com o post, mas vale a pena ;)

Bem, para todos os lados que se vai, o que se ouve é crise. Aqui não poderia ser diferente. Não podíamos deixar em branco, a comemoração do aniversário da pequena, primeiro por que ela agora já sabe o que é, segundo por que tivemos algumas pessoas "fofas" que fizeram questão de ficar perguntando pra ela sobre "a festinha", terceiro por que eu e o Arthur nos empolgamos e a Angelina MERECE!

Tivemos três comemorações, todas no esquema DIY (faça você mesmo).

O tema escolhido para a festa da escola, que acabei usando aqui em casa, foi o "Show da Luna" que acabou virando o "Show da Angelina" =)



Para as bandeirolas, baixei da internet a fonte utilizada no Show da Luna e também um exemplo de bandeirolas. Escrevi cada letra do nome em uma bandeirola, imprimi e a vovó Cida recortou e colou o fio de lã (estávamos sem barbante em casa rsrs).

Fiz um bolo rápido, de caixinha, para o parabéns em casa. Enfeitei com granulado e ela adorou! No caso, ela adorou ter o bolo e ter o parabéns, por que comer que é bom, nada. Minha filha não come chocolate. A ANGELINA NÃO COME CHOCOLATE! Ponto para o papai e a mamãe, yes!

Todos os dias, ela perguntava para as professoras "é hoje meu aniversário?!" e a espera se estendeu até a sexta-feira, dia que fazem as festinhas na escola.

Para o grande dia, colocamos a mão na massa, literalmente! Eu fiz brigadeiro, beijinho e doce de leite ninho. A Rafaela (minha sobrinha, a Tatá da Angelina) enrolou todos eles e colocou nas forminhas (forminhas brancas, algumas rosas e umas roxas que eu tinha em casa - aproveitei o que tinha e colorido é lindo!). Minha sogra (a vovó "Euídes") fez uma torta de frango - que eu cortei em quadradinhos e minha mãe (a vovó Xida) colocou nas forminhas - e também um patê de frango, que cortei o pão de forma em diagonal, passamos o patê e colocamos em pratos de festa (que tinham no fundo do armário de casa. Minha mãe espremeu uns três quilos de laranja, ficou encarregada de lavar garrafas pets e envasar o suco. Deixamos na geladeira de um dia para o outro e ficou bem geladinho.

O bolo. Ah.... o bolo! Fiquei muito, mas muito orgulhosa! Cês num fazem idéia do quanto eu ME ACHEI, TÔ ME ACHANDO E AINDA ME ACHO cada vez que alguém fala: "mas, o bolo da Angelina tava bom hein?! E bonito!"

Fiz a massa de pão de ló branca, bati por 20 minutos pra ficar fofa (a Bruna, minha comadre e orientadora culinarística disse que não precisava tanto, mas segui a receita). Eu ia fazer um creme branco delícia pro bolo que a Bruna indicou, mas fiz o creme e comi de colher e fiz um brigadeiro, com cacau em pó para o recheio e cobertura. Tanto no meio do bolo, quanto em cima, coloquei morangos picados. Ficou lindo!!!! E a carinha da Angelina e as perguntas "é pá mim?" me deixavam mais orgulhosa ainda.



Tudo foi acomodado em caixas e vasilhas de plástico e entregues na porta da escola para as professoras. A Rafaela entrou na escola e na sala de aula da Angelina. A Angel apresentava a Rafa pra todo mundo. "Essa é a minha Tatá!", tipo, com muita propriedade. Uma das amiguinhas disse "nossa, é a sua Tatá?!" A Rafa ficou se achando rsrsr








Por fim, a última comemoração foi na casa da vovó Eurides, com direito a cordão de letras, escrito Feliz Aniversário. Salgadinhos fritos (bolinha de queijo, a melhor!), brigadeiro, beijinho, todos enrolados pela sogra. A tia-vovó Olga se incumbiu dos bombons, personalizados com a letra "A" e também as flores de maria mole. A tia Anna fez o bolo - que a mamãe da Angelina grávida, aproveitou a ocasião e pediu - bolo de chocolate, metade recheado com prestígio e metade de doce de leite, coberto por brigadeiro.







A felicidade da Angelina, cantando parabéns ao lado da "minha Júlia" como ela chama a priminha da mesma idade, é o melhor!

Assim comemoramos os três aninhos da nossa pequena <3 sem gastos exacerbados, mas com muito amor, muito afeto e muitos dotes colocados à prova.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

E daí já se passaram três anos...

Um pouquinho atrasado, mas o mês é todo dela rsrsrs

04 de outubro foi o dia dela.

Pois é. A Angelina fez três aninhos de vida. Três anos que nossas vidas mudaram, para melhor. De cabeça para baixo (e pelo jeito é este o lado certo, né Arthur?!). Três anos que me pego sorrindo sozinha, lembrando de algum gesto, alguma gracinha, algo que ela fez enquanto estávamos juntos e que ficou na memória.

Ela não é responsável pelo meu salto no armário. A culpa é da coluna. Porém, é por ela que optei por não usar o salto, para não afetar mais a coluna e, assim, eu poder abaixar, pegá-la no colo e cheirar o seu cangote.

Há três anos me tornei uma "mãe daquelas"! Daquelas que defendem uma alimentação saudável, que crianças não precisam de tanto açúcar (quem precisa?!), que briga com quem for, se tentar colocar um doce ou refrigerante na boca da minha filha... arranjei altas confusões e vou continuar, mas só pra defender minha cria.

Me tornei daquelas mães que procuram receitas, que colocam a mão na massa e preparam as lembrancinhas do aniversário, a decoração. Que pesquisa como pode ajudar na alfabetização. Que sabe onde está e como foi feito cada roxinho, cada machucadinho da sua cria e tenta amenizá-lo com “beijinhos pra sarar”.

Eu cresci! Evolui muito nestes três anos. A-ma-du-reci! Não é muito fácil admitir isso não, viu? Tô falando sério. Mas, essa é a realidade. Meus dramas já não são mais tão importantes, tão mexicanos como antes! Quando tenho alguém tão pequena e indefesa à minha frente, mas ao mesmo tempo tão grande, me dizendo “mamãe tô dodói!”, mesmo que o dodói não seja real, mesmo que o dodói é só um pedido de atenção, mas eu aprendi como mãe, a colocar o meu dodói de lado, para cuidar de alguém. Algo, por exemplo, que eu não havia aprendido como filha.

Aprendi que, nem sempre, dá pra jogar tudo pra cima, balançar o cabelo e sair andando, linda e morena, deixando alguém falando sozinho, principalmente, quando isso envolve dinheiro e você se lembra, que a lata do NAN, custa um rim. Mas, também aprendi que um bom e sonoro “puta que pariu” ou “vai tomar no centro do seu cú”, é libertador! Ah, como é...

Me descobri uma mãe vaidosa. Sim, de verdade! Daquelas que se abrem toda, quando recebem um elogio, sobre o cheiro da papinha da filha, sobre o fato dela não comer doces, sobre ela ser fofa! Kkkkkk cada vez que ouço “nossa, ela é inteligente demais!”, “nossa, como ela é grandona”, “que menina simpática”, tenho vontade de amassar a Angelina, beijar, beijar, beijar, guardar num potinho pra mim!

Do mesmo modo que descobri que sou má. Às vezes, muito má! A ponto, de estar no parquinho de um certo restaurante da cidade, ver de longe uma criança empurrando a Angelina e eu ir pra cima da outra criança, com olhos de fogo e com um silvo de cobra, no lugar da voz, dizendo fofamente “vaza, senão vou empurrar você, pra tu ver o que é bom!”

Amigas psicos, me condenem, ou me deem meses de terapia de graça kaokaoakoa

Enfim... o que quero dizer e que é clichê, é que nesses três anos, me redescobri. Como pessoa, como profissional, como mulher. Meu jogo de sedução hoje, é outro. Minha idéia de carreira, é outra. Meus conflitos? Ah, esses aumentaram gradativamente. Porém, meus monstros são bem pequeninos, quando tenho que enfrentar os da Angelina.

Obrigada marido por ter embarcado nessa #vidaloca comigo. Obrigada mãe por me auxiliar, ajudar e, principalmente, me mostrar que a maternidade pode ser mais leve, quando tudo é levado no amor. Obrigada sogra por ter dado o seu filho pra mim! Obrigada Angelina por ter me escolhido, entre tantas outras mães, entre tantos outros espíritos, para ser sua “mamãe”!



PS: Próximo post vou falar de como foi a comemoração do niver da baixinha!

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Ensaio sobre a vida ou como eu descobri que estava grávida

O pessoal da companhia Melhores do Mundo, mais ou menos em 2008, lançaram um pocket show motivacional (se é assim quem posso chamar), chamado Joseph Climber. Quem ainda não assistiu, pode conferir aqui https://www.youtube.com/watch?v=d88x4qZ_zKU

Por que lembrei disso? Por conta do dia que fiquei sabendo que estava grávida pela segunda vez.

Lembra lá no começo do blog, quando contei pra vocês que faço tratamento para artrite e tals, que esse foi o principal motivo de eu não poder amamentar a Angelina... então, com o passar dos anos, descobri duas lindas hérnias de disco, na L4 e L5, região lombar. Após vários meses de dor, duas ressonâncias, o ortopedista chegou ao diagnóstico e à medicação. Mais uma. Duas vezes ao dia, inicialmente por 60 dias.

Vamos lá né! Pega requisição com o médico, vai até à Secretária de Saúde, dá entrada no processo e 15 dias depois comecei a pegar a medicação pelo Sistema Único de Saúde. Eram dois comprimidos de manhã e dois a noite, para o tratamento, e dois comprimidos de manhã pra dor, pra aguentar o tranco, pra chegar viva e em pé no final de mais um dia de trabalho, correria e inúmeras funções.

Pois bem, assim seguia o curso. Até que, precisando fazer exames periódicos, incluindo o Beta HCG, que deve ser entregue na 15ª Regional de Saúde, para eu pegar os medicamentos da artrite. De três em três meses.

Dia 1º de agosto de 2016. Essa data pra sempre ficará em minha memória. Correria de sempre. Saio de casa, deixo as meninas na escola, passo no laboratório, colho o sangue e sigo para empresa. Até a hora do almoço, o resultado estava pronto. Bem cuca fresca, trabalhei, almocei e liguei no laboratório para saber se já estava pronto. A atendente muito gente boa, que já me conhece de várias idas ao laboratório, disse toda entusiasmada “parabéns, deu positivo!”

Oi?

Peguei a chave do carro, tinha pouco tempo de almoço ainda, sai disparada para o laboratório, para pegar o resultado em mãos. Como assim gente? Grávida? Tomando medicamento? Não somente o anticoncepcional, como também os medicamentos da artrite, da coluna...

Enquanto dirigia na autoestrada, mentira, dirigia no percurso até o laboratório, passava mil coisas pela minha mente. “Meu Deussssssss, tô grávida de novo!”, “Senhor, tô grávida e a Angelina só tem dois anos...”, “Caralhooooooooooo véi! Tô grávida! Que massa!”

Eram algumas das expressões que passavam pela minha mente. Sorri, gargalhei e chorei, sozinha no carro. Cheguei no laboratório, abrindo a porta de uma vez. A atendente me olhou assustada e perguntou: “veio de jatinho?” Respondi no sopetão, “não, de Chevrolet mesmo”.

E aí o resultado estava em minhas mãos. Positivo. Positivíssimo! Dado ao fato dos parâmetros estarem super acima do valor que é considerado positivo (vide foto).

Liguei pro marido, falei que tava grávida. A observação dele foi “bem que seus peitos estavam diferentes!” ¬¬ e saiu contando pra Deus e todo mundo. Liguei pra mãe, na hora ela respondeu-perguntando “eu tô grávida?!”, “não né mãe!”, “parabéns então!”

Ao mesmo tempo que a felicidade invadia meu peito, aquela mistura louca de “socorro” com “yes”, foi passando um filme louco diante dos meus olhos, enquanto eu dirigia de volta para o trabalho.

Como seria? Dois filhos cara... estávamos no caminho para a formação do nosso trio! <3

Neste mesmo dia, aconteceram outras coisas, mas fica para outro post! 

Sabe aquela imagem que dispensa legenda? Então...