segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A decisão de se tornar mãe

Tá. Você tem um planejamento de vida. Por exemplo: você quer estudar, se formar, namorar bastante, aproveitar a vida, badalar, viajar, achar alguém bacana, sossegar, (quem sabe?) casar, fazer sexo todos os dias, formar uma família, com cerca branca, gramado verde, um cachorro labrador caramelo, carro na garagem, tudo isso conquistado com o seu trabalho e do seu/sua companheiro/a. Certo?

Aí, conforme você vai crescendo, amadurecendo, ralando pra cacete, vai vendo que a realidade fofa é bem diferente da prática.

Bem, primeiro eu tinha um pensamento: não quero casar, nem ter filhos. Com o passar dos anos, eu queria casar, mas não queria filhos. Um pouco depois eu já não queria casar, mas queria filhos. Essa idéia da produção independente ficou comigo durante um bom tempo. Aí assumi uma postura que, se até os 30 anos, eu não tivesse alguém bacana do meu lado, eu faria inseminação artificial. Fiz, inclusive, um investimento financeiro, para guardar dinheiro para esse fim.

Depois de alguns relacionamentos fracassados, numa bela noite de julho, conheci o Arthur. E com isso já são quatro anos juntos, três morando junto, dois como casados e um como pais da Angelina <3

Mas, e pra chegar na Angelina? Apesar da vontade crescente de ser mãe dentro de mim, nunca ter diminuído, confesso que deu medo. Eu e o Thur nos conhecemos na balada e desde então, sempre continuamos saindo, indo em show, festando, cervejadas, boates. O lema era se divertir. Sem contar as viagens. Que, quando dava na teia, pegávamos a estrada num final de semana qualquer e íamos conhecer novos lugares ou visitar os velhos queridos.

Quando fomos morar juntos a vontade de ser mãe, bateu no peito de novo. Aquela ansiedade era visceral! No mês de agosto, em meios aos preparativos do nosso casamento, decidimos que eu iria parar de tomar remédio. O bom do Arthur é que ele entra nas loucuras junto comigo rsrsrs aí ele também foi pro médico, pra saber se estava tudo nos conformes.

Tá, voltando. Eu queria um neném. Mas, eu queria ir no Rock In Rio. Eu queria um filho. Mas, eu queria começar nosso roteiro internacional de viagens. Só que eu queria muito ser mãe. Só que eu queria começar outra pós-graduação. E aí, esses conflitos internos, me tiravam o sono. Literalmente. Eu acordava de madrugada e via o marido dormindo e ficava pensando em como seria nossa vida, com e sem neném. Aí, algumas vezes até senti raiva, pelo marido não estar ali, naquela neura, junto comigo.

A neura aumentou mais ainda, conforme foram surgindo amigas, conhecidas, grávidas a minha volta. Umas, “por descuido”, outras, por que planejaram, esperaram, se prepararam. E eu ali. Nada.

Aí as emoções foram piorando, conforme também se aproximava o dia do casamento. Juntou a vontade de engravidar, com os preparativos do casório, as oito grávidas próximas, um processo de coaching que resolvi fazer para melhorar meu lado profissional, enfim... eu tava louca. De pedra. Louca, louca. Meus sentimentos ficaram totalmente misturados, desnivelados, perdidos. Eu (achava que) sabia o que eu queria de manhã, mas como uma boa geminiana, no período da tarde eu já não queria mais.

Setembro veio a menstruação. E eu chorei. Chorei igual criança que perde o brinquedo. Igual o cachorro por causa dos fogos. Chorei muito, mas muito mesmo. E depois senti alívio, por que eu iria no casamento dos nossos amigos e eu iria poder beber, pular e festar como todos os outros convidados.

Louco, né? Também acho.

Aí em outubro chegou o nosso casamento. E o nosso foco estava nisso: na festa, na bebida, nos convidados, no buffet e em como pagar isso tudo. E a menstruação também veio e neste mês eu nem liguei. E fiquei sabendo de mais uma grávida. Liguei, mas nem tanto.

Admito que em novembro, desencanei bem. Foquei no meu profissional. Afinal, para se ter filhos, também é necessário se ter dinheiro (o suficiente, gente, sem mais neuras). Conversei com Deus e esperei a natureza agir.

Veio a correria do final de ano, mais uma menstruação e mais um mês sem neném. Nesse meio tempo, tive um surto. A Angelis e a Bruna seguraram minha mão, conversaram comigo, me acalmaram. Elas próprias demoraram cerca de seis meses para engravidar depois que pararam o anticoncepcional. Fiquei mais tranquila.

Enfim... definitivamente, o que estava atrapalhando a chegada da Angelina, era a minha ansiedade. Depois que eu relaxei, ficamos grávidos. Ficamos sabendo uns 10 dias depois de termos ido numa boate, pulado e dançando a noite toda.

Quanto as dúvidas se era o momento ou não, não tenho a resposta até hoje. Mas, o principal: não me arrependo de jeito nenhum de ter parado de tomar remédio, de ter engravidado e de estar nessa roda louca da maternidade. Hoje, sou TODA Angelina!

Admito aqui, e atire a primeira pedra, a mãe que nunca teve esse sentimento, que por vezes, desde quando engravidei, pensei e refleti “será que era a hora?” ou “será que estou pronta para ser mãe?”. E a resposta que vem, com um grande SIM, é cada vez que ela sorri pra mim. Ou quando ela chora e estica os bracinhos e diz “mãmãmã”, aí a dúvida vai embora... até a próxima crise ;)

Quando for para engravidar do próximo e do próximo, eu conto pra vocês de novo, como foi a decisão de parar de tomar remédio e toda a loucura envolvida nessa ação rsrsrs

É quando a dúvida surge, que eu tenho mais certeza!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Filho que nasce no coração

Eu sempre quis entender o por que dos meus pais terem em casa, além dos filhos, alguém mais para criar. Admito que, por muitas vezes, isso me irritou profundamente, afinal, o tempo livre deles, que eu já tinha que dividir com os meus irmãos, eu tinha que dividir com pessoas que nem laços de sangue tinham comigo.

São algumas histórias bem loucas que já aconteceram na nossa vida. Lembro quando morávamos em São José dos Pinhais (PR), de uma mulher que era conhecida. Disse que precisava deixar o filho dela com a minha mãe para encontrar o marido não sei onde e já voltava. O “já voltava dela” demorou mais de um mês. Meu pai, por vezes, foi à casa deles e chamava, batia e ninguém atendia. Por fim, um belo dia, a mãe e o pai apareceram com a maior cara lavada em casa e levaram o menino. Por um lado, fiquei aliviada. Por outro, vi meus pais dando uma dura no casal, por terem feito aquilo, mas com dor no coração de deixar o menino ir.

Tivemos uma empregada, que era mãe solteira de dois filhos. Meus pais arrumaram uma casa que tinha no fundo do nosso mercadinho. Os meninos eram terríveissssssssssssssss. A Anita não dava conta deles. O argumento para eles irem para a escola, é que ela ia “chamar o Jair ou a Cida”. E meus pais ajudavam em lição de casa e na educação deles dois.

Minha mãe trabalhou na escola que eu e meus irmãos estudamos em São Paulo. Era a “Tia Cida”. Alimentou muita criança da favela, que a única refeição era a merenda escolar. Guardou muita arma e drogas dos alunos do noturno, para eles estudarem, e devolvia na hora da saída. Conivência com o crime? Não. Eu diria respeito pelo outro, assim como eles a respeitavam.

Acho que acabei herdando um pouco disso dos meus pais. Tenho filhos que nasceram no meu coração. Com quem eu me preocupo, aconselho, penso, de verdade. Pessoas maravilhosas que tenho um carinho bem grande. São ex-alunos, são ex-estagiários, são amigos que, muitas vezes, me sinto no dever de fazer algo, dizer alguma coisa, que os ajudem a, pelo menos, pensar numa outra direção. Talvez isso seja aconselhar... pode ser... como uma mãe faria.

Fora, é claro, os sobrinhos. Filhos dos nossos irmãos, que quando nascem, acabam sendo nossos também. A "minha" mais velha é a Rafaela, que quando eu soube que seria uma menina, morri de ciúmes em perder meu posto, mas hoje é minha super companheira. Tenho a Giovanna, minha Gigi, que é bem amorosa, o Júlio que é terrível, e a caçulinha, a Catarina. Amo duas vezes, afinal é filha do meu irmão caçula e também da minha amiga de adolescência, que virou cunhada!

A Eliane Maio diz que eu sou uma esponja rsrs que eu tomo pra mim, problemas que não são meus. A Angelis também reforça isso rsrs. Mas, fala pra mim: se a gente tá aqui nesse mundão de meu Deus e não podemos “perder” nosso tempo, pensando/ajudando o outro, qual o real sentido da vida, hein?

Um dia, depois que parir meu terceiro filho, quero adotar o quarto. Não importa a idade, a cor, o sexo, nada. Quero uma criança para eu dar amor, para eu ajudar a achar o seu caminho e, assim, caminharmos juntos, até quando Deus quiser...

Para meus filhos de coração, mamys tá aqui. Sempre ;)




segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Meu corpo e como me sinto depois que pari

Gentem!!!
Feliz 2015 pra todas vocês!
Eu deixei de lado blog, Facebook, blog, zap-zap, tudo no final do ano.
Faz tempo que não posto nada e senti falta de desabafar com vocês rsrsrs

Uma das minhas promessas de ano novo é não deixar de postar alguma coisa, pelo menos uma vez a cada 15 dias. Depois, se eu conseguir cumprir, mudo para uma vez por semana. Me ajudem!!!

Então, para retomar o blog com força total em 2015, meu primeiro post é sobre o meu corpo e como eu me sinto com ele, após ter parido a Angelina.


Pensei nesse post, depois de ter lido o post da atriz Carolinie Figueiredo sobre como ela encarava o corpo dela depois das duas gestações.

Sei lá, não me lembro de ter conversado com alguma mulher, que diz que depois que teve filhos, o corpo “não desandou” ou que não queira mudar alguma coisa. Tem até as que fazem loucuras – e juram que não fizeram – como a Cláudia Leite que fez lipo após a cesárea do segundo filho e correu para o carnaval.

Enfim... cada uma sabe o que faz, sempre. E com o corpo, pós-gravidez, não iria ser diferente.

Mas, vou falar pra vocês como me sinto. Primeiramente, nunca tive um corpo esbelto. Um corpo sarado, com barriga de tanquinho. Aqui tem uma máquina de lavar completa rsrsrs. Brincadeiras a parte, o que quero dizer é que nunca tive “corpo de modelo” ou dentro dos padrões exigidos (por quem mesmo?).

Sempre lutei contra a balança. Tomei todas as fórmulas milagrosas existentes para emagrecer. Cheguei a perder 10 quilos em dois meses, porém ninguém podia conversar comigo, pois eu estava animalesca! Eu saía do prumo com as drogas para emagrecer. Por vezes, fiquei feliz com o resultado, mas o que mais aconteceu, foi eu ferrar com a minha saúde.

Quando fiquei grávida, fiquei extremamente preocupada com a questão do peso. Modéstia a parte, fiquei uma grávida lindona. Barrigão redondo, a pele morena corada e eu engordei 9 quilos. Pra ser mais exata, 8,900! Isso me dá orgulho em dizer. Por que não passei fome, nem vontade. Mas, em vez de comer uma barra de chocolate inteira, comia uma ou duas carreirinhas. Pronto, satisfeita.

Durante a gestação, eu ou o marido passava óleos e cremes hidratantes na barriga, nas pernas e nos pés, fazendo massagem. E eu me valendo da pele morena, elástica, sossegada, que estrias não iriam aparecer. Mas, elas surgiram no último mês – claro, o mês que não passamos tanto creme e óleo assim. A parte debaixo da minha barriga ficou toda “arranhada”. Parece que eu passei numa cerca de arame farpado. Eu as odeio. Eu as olho no espelho e me condeno. Me culpo por não ter passado mais óleo, mais creme.

Mas, daí, eu vejo a Angelina =D e meu coração se enche de amor e eu penso “foda-se as estrias!” e aí eu me vejo no espelho de novo e tudo recomeça.

Minha barriga ficou um pouco mais mole também. Talvez abdominais dariam um jeito? Talvez... mas, entre ficar com a minha pequena, me divertindo com ela, e ficar uma hora enfiada numa academia, fico com a Angelina. O retorno é um bem, BEM MAIOR.

Não estou satisfeita com o meu corpo, não mesmo. Procuro dar uma moderada na alimentação e evitar besteiras. Doces ficaram para os finais de semana e o momento de estresse. Estresse esse, que vem fazendo meu cabelo despencar! Outra coisa que sempre briguei na vida, com o meu cabelo...

Vejo que os meus seios não estão mais na “linha do Equador”, eu diria que estão um pouco pra baixo. Não chegam estar aqui no Uruguai, mas deram uma caída sim. E olha que amamentei pouco. Mas, ora leio que é mito que amamentar faz cair os seios, ora leio que é totalmente verdade.

Acredito que o que estou falando, várias mulheres passam depois da gestação. Conheço uma que chegou a "esfolar" a pele da barriga usando a cinta apertada, para a barriga voltar ao lugar. Ela ficou lindona (mais!) depois da gestação. Eu deveria ter usado mais cinta. Mas, voltando, até mesmo, para se sentir bonita, sexy, leva um tempo. Logo depois que pari, não gostava que meu marido me visse pelada. Não mesmo! Hoje ainda tenho um pouco de receio, mas já consigo ficar mais relaxada.

Quanto a ficar de biquíni, por exemplo, perto de outras mulheres conhecidas, evito. Jogo uma camiseta em cima. Algumas, que me dizem para largar de ser boba, sei que falam de boa, de coração. Outras, sei que, quando eu virar as costas, vão comentar as estrias e a flacidez. Então, para minha cabeça não ficar pensando caraminholas, além das que já tenho normalmente, evito. Agora, se estou numa praia, num lugar que não vou mais ver as outras pessoas, ligo o foda-se e pego um solzinho, por que ninguém é de ferro.

Ainda tenho que trabalhar um pouco a questão do meu corpo, na minha mente. Tenho que levar em consideração aquele lance, de que um corpo é só um corpo, que eu tenho um grande presente, que é a minha linda e saudável filha, que o marido me ama além do meu corpo, etc, etc, etc... na teoria é lindo, né?! Rsrsrs mas, uma hora, eu, você, todo mundo que tá parindo, acaba desencanando.


Blusinha em Porto Rico ;)

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Disputa materna

Ela é cruel, impiedosa. Chega ser pior que a disputa masculina, a disputa por territórios, a disputa entre chefes de nações. É uma disputa sem fim. Vale todas as armas (no caso, palavras), para derrubar o adversário. É impressionante como uma mãe quer demonstrar ser melhor que a outra. Em tudo!

A disputa começa ao engravidar. Como nas novelas mulher grávida desmaia, tem tontura, enjoo só de ouvir em falar de comida. A mulher fora da telinha também quer ter. Aí a gente vem pra realidade e descobre que enjoo é foda pra caramba. Que é horrível você já não ter mais nada no estômago e mesmo assim, está vomitando. A ponto de tomar seis Dramim por dia e o diacho do enjoo não passa. Aí vem a outra grávida. Aquela que não teve enjoo nenhum. Aquela que comia de tudo e não sentia nem um tiquinho de nada. E esfrega isso na cara da mãe enjoada, como uma vitória!

O tamanho da barriga também é uma boa disputa. “Nossa! Você está com a barriga deste tamanico com cinco meses?” ou “A minha já apareceu logo no 2.º mês. Todo mundo via que eu estava grávida!”, como se o tamanho da pessoa, o tamanho do companheiro, a estrutura física da pessoa, nada disso, fosse levado em consideração...

Tem a grávida, que quer ser mais grávida, andando que nem pato. Tem a outra que quer dançar na cara da sociedade de salto. Tem a que se cuida, usa maquiagem, mesmo depois de uma noite demoníaca, sem dormir por conta das dores nas costas e a ida constante ao banheiro, mas que afirma veemente, que está ótima para a outra grávida, que prefere verbalizar o que não está legal na gestação.

Enfim... isso não para por aí. Temos a questão do nascimento da criança, discussão aqui já tida, em relação ao parto X cesárea. Em um país cheio de médicos cesaristas, o parto normal se tornou tabu. Pior, umas mães desdenham das outras. Pior ainda, independente do modo como seu filho nasceu, vejo que a vontade de divulgar e lutar pelo PN se tornou algo louco, tanto dos cesaristas – que não querem ter trabalho, como se uma cesárea não fosse uma cirurgia e não desse trabalho – como das mulheres que conseguem o seu PN e desdenham das outras mulheres que foram pra faca.

Aí depois que nasce tem a disputa sobre o desenvolvimento da criança. “Meu filho consegue chupar o dedo do pé já!”, “Ai... você precisa ver! Com uma semana já reconhece a voz do pai”, “Nossa! Sua filha ainda não está virando sozinha? A minha virou sozinha com uma semana!” e por aí vai...

E aí, a mãe que não leu, não se preparou para a maternidade e as que se prepararam e leram também, piram. Tipo, eu. “Será que não estou estimulando minha filha direito?”, “será que estou fazendo algo errado?”

O bom mesmo é quando você encontra outras piradas como você. Daí você consegue trocar figurinhas e ver que a sua piração – muitas vezes – é sem fundamento. Cada ser é único, certo? É isso que a gente tenta todo dia deixar claro para todo mundo, não é mesmo? então, por que cargas d’águas, com um bebê iria ser diferente?

Faz uns 10 dias que a Angelina vem ensaiando andar. Comentei isso com uma pessoa próxima que também tem filha pequena. “Nossa! Mas só agora? A minha andou com tanto tempo”. Bacana... aí fui pra casa pensando e decidi abstrair... afinal, a Angelina vai andar, correr, comer sozinha, cutucar o nariz, deixar de usar fraldas, dançar um tango (se dançar!), quando ELA quiser!

Não quero acelerar nada... vamos viver cada fase de uma vez. Sacou?

PS.: As concorrências e comparações maternas não param nunca, tá?! Quando seu filho arranjar uma namorada, a do filho da vizinha, será mais bonita. Quando sua filha casar, o casamento da filha da prima da cunhada, vai ser muito mais bonito e caro. E por aí vai...

Angelina com o "TiNil" dandando no quintal <3


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

E aí, como fica?

É assim: antes de ser jornalista, sou professora. Desde os 17 anos. No magistério tive contato com os pequenos, que são tão dependentes da “prô”. Acompanhei o dia-a-dia, o desenvolvimento de alguns. Me lembro, inclusive, o por que de eu ter parado com as aulas, tendo um hiato bem grande, até voltar a ser professora universitária.

E aí eu acompanhei bem de perto a vida escolar do meu irmão caçula, que era terrível, de verdade, deixando qualquer professora de cabelo em pé! Bem como, venho acompanhando a da minha sobrinha mais velha. E aí eu fiquei grávida. E aí minha filha foi pra escola. E aí a gente tem história pra contar, todo dia, boas e ruins.

É impressionante o desenvolvimento da Angelina. A autonomia que ela tem, como ela é simpática e gosta de se relacionar com outras crianças. Sem contar a independência que a cada dia é visível. Isso me deixa mais tranquila, pois sei que a coloquei num ambiente que a estimula, mas que não pula fases. Que não tem a TV como “educadora”. Na época que eu estava procurando escolas, cheguei cogitar uma babá para colocar dentro de casa. Mas, além de ficar muito mais caro, o que essa pessoa poderia ensinar e ajudar no desenvolvimento da nossa filha? E, conforme já contei aqui, não existia a possibilidade de eu parar de trabalhar para ficar com a Angelina em casa. Mas, enfim... essa é a nossa história.

Voltando a questão do bom e ruim, são algumas situações que você não tem como evitar, que não está ao seu alcance, que mesmo que eu estivesse 24 horas com a minha filha, acredito que nem sempre conseguiria evitar. Vou explicar:

Esses dias a Angelina chegou de “olho roxo”. A professora me explicou que ela subiu em cima de um amiguinho, que não gostou. Ela empurrou ele e ele devolveu com um tabefe. O que eu poderia fazer? Brigar com a professora? Brigar com a mãe da outra criança? Brigar com a Angelina? Ou com o amiguinho?

É chato? Claro que é. Só que olha como criança sabe o que fez de errado. A gente perguntava para a Angelina o que aconteceu com o olho, ela levantava a mão e dizia “pala”, ou seja, pra gente parar de perguntar, por que ela não queria falar do assunto rsrsrs

E aí eu conto para vocês, que eu já vi mãe louca, tresloucada, pirada mesmo, discutindo com uma outra mãe por que seus filhos “se agrediram”. Acredito que o que se tem que fazer, é ficar na altura da criança, olhar nos olhos, mesmo ela tendo um ano como a Angelina, e explicar que a atitude está errada. Você pode até pensar que eles não entendem. Mas, entendem sim!

Tanto entendem, que eles mesmos se resolvem. Em pouco tempo, voltam a brincar, a se entender. E os responsáveis? Ficam com cara de tacho.

É claro gente, que não estou dizendo aqui, que você tem que deixar “correr solto”. Tem que ficar de olho sim. Mas, acima de tudo, temos que saber ouvir. Eu lembro quando dava aula para uma turma de Publicidade e Propaganda, eu tinha uma aluna que falava pelos cotovelos e o tempo todo eu pedia para ela ficar quieta. Um dia ela me respondeu: “Professora, eu faço comunicação!” e nesse mesmo momento eu rebati que “comunicar é saber ouvir”... então mães, saibam ouvir as professoras, cuidadoras, babás, etc. 

Não tampem o sol com a peneira! Vocês conhecem as suas crias. Então, ninguém tem 100% de culpa. E claro, que normalmente, a gente coloca a culpa no outro ;) é mais fácil, não é?

Estou escrevendo sobre isso, por me sentir incomodada, em ver algumas atitudes de pais com professores ou com os cuidadores. Até mesmo, pessoas que deixam a criança com as avós e cobram daquelas senhorinhas, que muitas vezes não estão aguentando cuidar delas mesmas, que cuidem, zelem, fiquem de olho na criança. E aí, que atire a primeira pedra, a mãe que nunca piscou e o filho saiu do campo de visão e já estava fazendo algo do outro lado da casa... E aí? Como fica? Você vai brigar com quem? Afinal, não era você que estava de olho?

Pensando....

Daí eles fazem as pazes e você? Fica com cara de tacho ;)


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Menos opinião, mais apoio

Todo mundo gosta de palpitar na vida alheia. Todo mundo tem uma opinião para dar. Todo mundo sabe o que fazer se estivesse no lugar do outro. Todo mundo critica. Todo mundo “tem uma velha opinião formada sobre tudo”.

Pra se ter ideia, quando eu voltei a trabalhar, uma pessoa olhou pra mim e disse: “como você tem coragem de deixar sua filha numa escola? Você vai ver, ela vai te cobrar depois.” Tipo, a pessoa me “sentenciou”. Ouvi muitas perguntas do tipo “você não tem dó?”

Dó eu teria se minha filha precisasse de alguma coisa – como, por exemplo, o leite NAN dela – e eu não tivesse dinheiro para comprar. Aí vem aquela opinião que diz que é melhor mais qualidade de tempo junto à criança, do que a quantidade. Outros já defendem que a quantidade é a melhor opção. Aí ao mesmo tempo que eu me culpo por ter pouco tempo com a Angelina, eu penso na encruzilhada que estou, afinal, se eu não trabalhar para ajudar em casa, como ficam as necessidades dela e nossas. Mas, como o que não tem remédio, remediado está, sigo em frente e fazendo com que, o tempo que eu tenho com a minha filha, sejam os melhores.

Eu me assusto, de verdade! As pessoas passam, muitas vezes, do limite do bom senso. De dar opinião na vida alheia. É impressionante como outra pessoa, tem sempre a resolução para o seu problema, sabe exatamente o que você deve fazer, como fazer e quando fazer.

Claro, que muitas pessoas, quando VOCÊ PEDE para ela dar uma opinião, ela tem uma solução. Pois está fora da situação e sabe raciocinar melhor, para dar um “diagnóstico”. Mas, isso é quando você PEDE para a pessoa se intrometer. Quando você AUTORIZA alguém se intrometer.

Esses dias eu vi, um menininho fofo, fazendo “O” escândalo em um supermercado. A mãe, coitada, demonstrava cansaço – provavelmente de um dia corrido, com muitos afazeres, de um dia de trabalho, ou enfim, do dia dela. Afinal, se o dia é dela, ela faz o que bem entender dele, certo? Mas, voltando. A mãe demonstrava cansaço e constrangimento, pela atitude do pequeno. Aí, tem aquelas “véias” – como eu tenho bronca de véia intrometida humpf! – pra dar palpite. Uma vira para a outra e diz: “meus filhos não faziam isso” a outra: “ahhhhh os meus também não! Um beliscão e já tinha parado ou nem começado!”

Hummmmm entendi a psicologia da coisa... ou seria psicoporrada?

Aqui, tenho que citar algo que soube pelo Facebook e que ouvi umas mães, criticando uma outra. Uma amiga linda e louca estava pesquisando produtos naturais que poderia utilizar para a limpeza dos cabelos da filha. E aí, ouvi outras mães (e umas mulheres não mães), criticando, que onde já se viu, não querer mais usar shampoo no cabelo da criança. Eeeeeeeeeeeeeeepa! Você pesquisou? Terminou de ler o post? Foi no Google e jogou “por que não usar shampoo para lavar os cabelos?”.

Não. Não fez nada disso. Mas, criticou a atitude. Nem sei se a mãe parou ou não, de usar shampoo na menina. Mas, se parou, isso é da conta de quem mesmo?

Claro que eu parto de um principio: se você coloca suas idéias, ideais, vontades, etc, numa rede social, você tem que estar preparado para a tão falada “invasão de privacidade”. Pois, tem quem compartilha das opiniões, quem não compartilha, quem te indaga e bate de frente, quem te indaga e fica escondido. No melhor estilo “bate e esconde a mão”.

Lembro que quando não consegui amamentar a Angelina, peguei no flagra duas pessoas conversando e falando que era manha minha. Que eu não queria amamentar a menina. Que meu peito não tinha nada. Nossa... aquela hora eu queria ser aluno de Hogwarts, sacar a minha varinha e lançar um “Avada Kedrava” na pessoa. Tá, podia ser a maldição “Cruciatus” também (quem é fã de HP entendeu :P).

O que eu vejo e o que eu quero com esse post é mostrar que, enquanto a gente está criticando uma mãe, por suas atitudes com a cria dela, a gente está igual o macaquinho, sentando em cima do próprio rabo. Você não está vendo que o seu teto é de vidro. Você não está cuidando do seu filho dentro de casa. E, se você já passou pela situação que a outra mãe, desesperadamente, está passando, e fez algo diferente, por que não tenta um diálogo? Por que não tenta ajudar?

Ah, esqueci. É mais fácil criticar, né? É mais fácil enfiar o dedo na ferida alheia...

Muita gente critica eu e o Arthur por não darmos doces, açúcares em geral para a Angelina. Mas, ninguém se habilita em ir pesquisar o porquê de não dar doces e açúcares para crianças, principalmente, tão pequenas. Mas, todos sabem nos olhar com cara ruim, sabem criticar, sabem questionar de jeito maldoso, quando vamos dar doce para ela.

São tantos exemplos que eu passei, que eu vi, que senti na pele o pouco caso das pessoas e isso entristece. Cada um tem sua opinião? Claro. Isso é mais que natural, saudável, livre. Teoricamente estamos numa democracia, certo? Mas, os seus direitos acabam, onde começam os meus. A sua opinião é sua. E a minha, é minha. Não é por que temos opiniões diferentes que uma é a certa e a outra é a errada. É o lance de cada um ter a sua verdade, sabe? E se acredita nisso, segue. Vai. Some! Não enche!



sexta-feira, 3 de outubro de 2014

De Janeiro a Janeiro, até o mundo acabar...

12 meses. 365 dias. Um ano. Uma vida.

Minha pequena, você está completando um ano de vida. Foi tsunâmico este período! Passou muito rápido! Aconteceram tantas coisas, passamos por tantas experiências, aprendemos tanto com você, que é difícil de enumerar.

Foram os 365 dias melhores da minha vida. É clichê essa frase? Sim. E daí? Maternidade é clichê!

Eu tinha uma vida antes de engravidar, tive outra durante a gestação e agora, neste um ano, depois que você nasceu, tenho outra completamente diferente.

Muitas vezes ouvi dizer que eu era uma mulher forte, corajosa, “porreta”!

Aprendi o significado dessas palavras, depois que você nasceu, por que eu descobri uma força que eu tenho, algo que cresce dentro de mim quando penso em você, que chega a assustar. Me pego muitas vezes, imaginando as situações mais absurdas, que acontecem no dia a dia, e qual seria a minha reação. O que eu faria para te defender, te proteger.

Sempre fui brava! Explodia muito fácil e por muito pouco. Um dia te conto os problemas que isso me causou. Hoje, vejo que sou muito mais paciente. Que eu já sei contar até 500 mil e me acalmar, antes de descer a porrada na mesa (né Angelis?! rsrsrs).

Um ano filha... um ano que minha vida se transformou de um jeito inexplicável. Que eu comecei a me importar com a minha saúde, para que eu esteja bem, para poder estar com você. Um ano que meus cabelos longos, se tornaram curtos, para ter mais praticidade e perder menos tempo em arrumá-los, para ter mais tempo com você. Não me arrependo, pois assim também economizo e posso sonhar com outras coisas para comprar e fazer, também com você hehehe.

A vida do papai também deu um giro de 360º. Quando ele te olha, te abraça, te aperta e te pergunta: “por que você é tão linda?” Vejo nos olhos dele o cansaço de acordar de madrugada para te atender, mas também o infinito amor que ele sente por você.

Ter filhos é fazer escolhas. Fizemos a melhor escolha, com certeza. Mês a mês observamos e acompanhamos entusiasmados e assustados a sua evolução. Procuramos estimular suas atitudes, te cobrir de carinho, te dar parabéns e chamar sua atenção quando necessário. E você entende... ô se entende! Nos olha com a carinha mais safada do mundo, como quem quer nos conquistar, para que amoleçamos e você fique livre, para fazer o que quiser. Admito: é difícil resistir a um sorriso seu.

Já falei aqui do seu sorriso. Falo para todo mundo da sua simpatia. Da sua alegria. De como é bom ver você abrindo esse sorriso e iluminando tudo a sua volta. É isso. Você tem luz! Uma luz só sua, Angelina, que com a graça de Deus e o seu merecimento, ninguém vai apagar. Podem até tentar ao longo de muitos anos, mas não vão conseguir.

Com certeza você me transformou numa pessoa melhor. Não sou eu que digo. As pessoas a minha volta dizem que a maternidade me fez bem. E eu acredito nisso também. Acredito, pois por você, eu QUERO ser melhor. Eu QUERO dar o meu melhor para você e por você. Eu QUERO evoluir sempre, para assim como eu tenho MUITO orgulho da minha mãe, que você tenha um dia de mim.

De hora em hora, de dia em dia, de mês em mês, de ano a ano. Eu vou te amar. Sempre. De outubro de 2013 a outubro de 2014 minha vida é outra. E eu a adoro! Como diz um chefe meu, há o “ônus e o bônus”. Graças a Deus existem mais prós do que contras. E quando os pensamentos “contras” começam a querer invadir a mente é só pensar no que? No seu sorriso...

Enfim... feliz aniversário minha pequena. Minha grande filha! Que do alto do seu primeiro ano de vida, faz eu ter certeza que seja lá onde eu estiver, vou te amar... de janeiro a janeiro, até o mundo acabar <3

Na pele, o que está gravado há tempos no coração!


De Janeiro a Janeiro (part. Nando Reis)
Roberta Campos

Não consigo olhar no fundo dos seus olhos
E enxergar as coisas que me deixam no ar, deixam no ar
As várias fases, estações que me levam com o vento
E o pensamento bem devagar

Outra vez, eu tive que fugir
Eu tive que correr, pra não me entregar
As loucuras que me levam até você
Me fazem esquecer que eu não posso chorar

Olhe bem no fundo dos meus olhos
E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar
O universo conspira a nosso favor
A consequência do destino é o amor
Pra sempre vou te amar

Mas talvez você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar

Até o mundo acabar
Até o mundo acabar
Até o mundo acabar

Mas talvez você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar

Até o mundo acabar
Até o mundo acabar
Até o mundo acabar

De janeiro a janeiro