quarta-feira, 9 de julho de 2014

Eu conto as horas pra poder te ver...

Caraca!... já se foram 9 meses... então você já tem 18 meses! 9 dentro e 9 fora da barriga. E assim como eu contei os dias e os meses, até ficar grávida de você. Depois acompanhei cada semana do seu desenvolvimento, até você nascer. Hoje, conto, todos os dias, as horas para te ver.

A melhor hora do dia é quando eu te pego na escola. Quando do portão eu te chamo e você abre o sorriso não-mais-banguela, afinal, você já tem dois dentes.

É delicioso ver você esticando os bracinhos, ainda sorrindo e a professora me contando como foi o seu dia, o que você aprendeu, o que você fez de diferente. Você ouve atenta. Sabe que estão falando de você. E sorri.

Ah esse sorriso... quando ele me vem à mente, durante o dia, enche o coração de alegria. As borboletas que ficam no estômago, batem asas, fazendo cosquinha, como agora, escrevendo este texto.

Quando você não vai à aula e fica com a vovó, ligo toda hora pra saber como você está. Não que eu não confie em deixa-la aos cuidados dela. Mas, ela me conta como você está, ouço a sua voz ao fundo gritando, conversando, ranhetando... e é tão bom!

É bom chegar em casa e ver você solta no chão, brincando e descobrindo o mundo. Esse mundão de meu Deus, pra onde você veio, esperada com muito amor, por mim e pelo papai. Pelas avós e pelo vovô. Pelas tias-avós, tios, padrinhos, primos, amigos do papai e da mamãe...

O papai quando te aperta, te abraça e te beija, sempre te pergunta: “filha, fala pro pai, por que você é tão linda assim?!” e eu também me pergunto, “como essa fofura toda, pode ter vindo de mim!?”.

Esses nove meses com você, foram demais! Acordar de madrugada, quando ouvimos um resmungo seu é cansativo, mas o seu sorriso malandrinho, desarma qualquer um e o cansaço passa. Ver você descobrir as coisas, as comidas, os gostos, as brincadeiras e as sacanagens é tudo de bom.

Eu conto as horas, todos os dias, para poder te ver. E eu sei que o tempo que a gente fica junto, tem qualidade. Quando estou com você, ESTOU COM VOCÊ!



Quando tem amiga que pariu

As ativistas piram!!! Rsrsrsr

Eu não tô me cabendo de tanta felicidade.

Um sonho realizado de uma amiga é um sonho realizado seu também.

Acompanhei a primeira gestação, do meu afilhado Pedro, tudo que a Bruna estudou, ser informou e infelizmente, não foi possível o tão sonhado parto normal.

Mas, isso, não a fez menos mãe, pelo contrário, já falei aqui no blog e falo a todos os pulmões para quem quiser ouvir, que eu gostaria de ser uma enorme mãe, como ela.

Agora a Elis... acredito que tudo aconteceu, como tinha que acontecer, principalmente por que agora, a maturidade também já chegou. E a experiência de um filho pro outro, de um parto para o outro, da dor da coluna antes e agora, tudo, ajudou para que a pequena chegasse a esse mundo, no box do banheiro, com o papai junto, num VBAC (parto vaginal após cesárea, em português) emocionante.

Chorei demais quando falei com ela por telefone. É uma vitória dela. É uma vitória nossa. Mas, principalmente da Elis. Que foi respeitada. Nasceu quando queria, onde queria, do jeito que queria. A fofinha nasceu com 4,310 kg e 50,5 cm :)

Já disse e torno dizer, te amo Bruna. Minha amiga-afilhada-madrinha-cumadre. Estou muito orgulhosa de você e do Marcus, por que se ele também não tivesse entrado na pira, a coisa poderia não ter sido tão perfeita.

Minha noite foi muito feliz e meu dia está sendo MARAVILHOSO! Tô invadida de ocitocina!!! Quero viver isso de novo rsrsrs

Bem-vinda minha pequena Elis! Muito leite pra vocês!



terça-feira, 1 de julho de 2014

Família, família, papai, mamãe, titia...

Minha mãe é a pessoa mais sábia que eu conheço nesse mundo! Ainda faço um post ou crio uma página só com as frases e conselhos dela. Enfim...

Ela costuma dizer, que família nenhuma pode falar mal da outra. Por que, escondido ou não, toda família tem problemas e pessoas difíceis para se lidar. Pensa direitinho na sua família. Agora vai anotando. Toda família tem uma biscate e uma puritana. Tem a religiosa e “a das avessas”. Tem um gay – algumas vezes enrustido esperando a matriarca/patriarca morrer, para poder sair do armário. Tem um/uma solteirão/solteirona que adora dar pitaco no casamento alheio, sem nunca ter vivido a experiência de conviver a dois. Tem o rebelde sem causa que dá problema. O que o sobrenome é trabalho. O tio rico que esnoba todo mundo e o pobre que cativa todo mundo. Em algumas famílias tem um ladrão. Em outras, ele já morreu. Enfim... essa diversidade é que se faz a família.

Mas, o que eu mais acho engraçado, curioso, divertido, irritante e (des)necessário, são os encontros familiares. Como eu fui criada longe de parentes, devido sempre morar em outros estados, nós só tínhamos contatos nas férias. E férias não te dá um parâmetro para saber como é conviver com alguém sempre, afinal, minha mãe ensinou que “quando tem visita, a gente tem que se comportar”.

E são nesses encontros que, muitas vezes, você sai renovado ou irritado. Alegre ou emputecido. Feliz ou triste. Você entra sem novidades e sai com um monte de fofocas para contar. Um grande amigo da minha família, que hoje já se encontra no astral, sempre dizia que a maldita da língua não tem osso, por isso que existe a fofoca e a maledicência.

Mais curioso ainda, é a nova família que se forma com a junção das outras duas, por meio de uma união estável, um casamento, um ajuntamento, entre duas pessoas. Conheci um casal de dois rapazes, que era um barato. As sogras de ambos os lados trocavam receitas e farpas e os dois administravam a relação numa boa, principalmente quando questionados por tios, primos e afins, quando e como teriam filhos. A resposta padrão era “já temos a Natasha”, uma Cocker preta, linda!

Lá em casa, todo mundo é meio maluco, sabe? Pra começar, meus pais são primos de primeiro grau, então meus avós são irmãos, um rolo... meu irmão, que era casado com a minha prima. Então eu tenho uma ex-cunhada, mas não tenho uma ex-prima. Meu primo, é meu irmão, mas minha prima, não. O Arthur se perde um pouco e se assusta. Nós, como bom descendentes de mineiros, somos “por dimais” de emotivos. Brigamos, amamos, xingamos, reconciliamos, tudo nas alturas.

E claro, como não poderia ser diferente, todo mundo opina na vida de todo mundo. Uns com mais respeito outros com menos. Uns mais incisivos outros mais ponderados. Mas, opina. Deixa ali, registrada sua importante e relevante (só que não) opinião sobre tudo.

Lembro que quando pari a Angelina, eu e o Arthur levamos bronca, por não ter contado pra todo mundo que havíamos ido para o hospital. Agora, visualiza comigo: imagina durante as 14 horas que fiquei em trabalho de parto, o telefone tocando, para saber como estava a dilatação? Ou então, imagina esse povo querendo “visitar” a gente, o vuco-vuco que ia transformar a maternidade?!

Mas, sabe: é gostoso saber que a gente tem origem. É engraçado parar e lembrar algumas situações. Do mesmo modo, que é assustador você ver que tem algumas manias, que você sempre criticou, serem afloradas com o passar dos anos, por causa dos genes. O que eu acho mais importante, disso tudo, é o respeito. Você respeitar o limite de cada um, para ser respeitado. Você respeitar o jeito, a opinião do outro, para exigir que o seu jeito e a sua opinião sejam respeitadas. Essa é a palavra, que seguramente, rege uma família. As duas que existiam e a nova que se forma.

Já dizia os Titãs “Família êh! Família áh! Família!”



sexta-feira, 27 de junho de 2014

E aí ela caiu. E eu? Desabei!


Fiquei pensando se deveria escrever sobre isso, ou não. Comecei, parei. Depois, conversando com várias outras pessoas, mães, pais, avós e cuidadores, descobri que é algo “normal”, se assim posso dizer.
 
Bem, vamos lá: numa sexta-feira, pra ser mais exata, dia 30/05/2014, às 6h50 da manhã, a Angelina caiu.
 
Nós estávamos, como todos os dias, prontos para sair e começar nossa rotina. Deixo a Rafaela numa escola, sigo e deixo a Angelina em outra e depois vou trabalhar.
 
Eu estava com a Angelina no colo, já havia colocado as bolsas no carro, ouvindo o meu irmão que contava sobre a internação da minha vó, que minha mãe havia feito mais cedo (5h30!). Nesse meio tempo chamei minha sobrinha, como todos os dias, para não nos atrasarmos e mudei o passo.
 
Até agora eu não entendi muito bem como eu cai. Só lembro que meu pé torceu e eu não aguentei a dor e dobrei os joelhos caindo. A Angelina no meu colo foi indo para trás e faltou braço pra eu segura-la. Nisso, ela caiu do meu colo e bateu a cabeça. Pois é, ela bateu a cabeça que chegou “quicar” no chão.
 
O pânico foi instaurado em casa. O Arthur já pegou ela do chão, meu irmão veio lá de dentro pra ajudar a me levantar, a Rafaela perguntando o que tinha acontecido, eu e a Angelina chorando. Eu de desespero e ela de dor. Nisso, o Neil pegou ela do colo do Arthur e ela vomitou. Aí danou-se tudo! Meu irmão foi levar a Rafa pra escola e eu e o Arthur fomos para o hospital. No caminho, minha filha vomitou de novo e eu chorava mais ainda.
 
Ligamos para o pediatra para saber se ele estava de plantão e ele nos mandou encontra-lo no Pronto Atendimento da Unimed. Fomos pra lá e ele examinou o galo que fez na cabeça dela. A Angelina não queria saber de mim. Ela ficava no colo do Arthur e quando eu chamava, ela virava. Ela ficou “de mal, de mim”. Isso me fazia chorar ainda mais. Eu chorava por que ela tinha caído. Na minha cabeça eu sou a culpada por ela ter se machucado.
 
Depois do médico ter examinado, ele orientou que fosse feito uma tomografia. Enquanto aguardávamos os enfermeiros que nos levariam, eu conversava com a Angelina, pedindo desculpas e o Arthur ligou para o meu chefe e para a supervisora do RH, informando o motivo de eu não ir trabalhar.
 
Fomos levados para a Santa Casa para fazer tomografia. Fomos de ambulância. Algo que me surpreendeu, foi ela ficar quietinha para o exame. Se ela fosse agitada, o enfermeiro disse que teria que sedá-la. Ele colocou a Angelina na maca, a cobriu e “conversou” com ela. Ele disse: “o tio precisa que você fique quietinha, pra não precisar tomar remédio, certo?!” Os olhos dela acompanhando o que ele dizia, deram certeza que ela havia entendido. Colocaram um colete de chumbo em mim e foi feita a tomografia. Ela ficou prestando atenção no barulho da máquina, catando tudo com o olhar e quietinha. O exame foi feito e saímos dali para esperar o resultado e voltarmos para a Unimed. Foi rápido.
 
 
 
Quando retornamos à Unimed, o pediatra examinou e constatou que não havia sido nada grave, mas que ela ficaria em observação. Ficamos ali, nós três na enfermaria. Ela queria mamar e dormir. O médico liberou. Mamou tudo! Estava com fome, tadinha, depois de passar boa parte da manhã sem beliscar nada. Mais ou menos meia hora depois de ter mamado, vomitou. Avisamos o médico. Ele deu mais uma olhada nela e pediu para observarmos. Disse que podíamos deixa-la dormir.
 
Ela dormiu uns 30 minutos e acordou brava. Era quase 13h30 e o médico passou mais uma vez para examina-la. Acredito que a braveza dela, era por estar num ambiente desconhecido, sem as coisas dela, sem comida, só com a mamadeira. Poxa, ela estava tendo um dia difícil! Não dá pra sorrir o tempo todo. O médico a liberou, orientando que ela vomitasse novamente, era para voltarmos pro hospital e avisar para chama-lo.
 

Voltamos para casa e a sensação de incompetência ainda me dominava. Recebi durante o dia várias ligações para saber como a gente estava. A Sirlei, minha mãe branca falava pra eu ter calma. O Bulga, meu chefe, dizia pra eu ter calma. Até o presidente da empresa que trabalho, mandou eu ter calma. Todos repetiam que não era culpa minha. Mas, eu me sentia, na verdade, ainda me sinto, culpada pelo o que aconteceu.
 
Se desde a gestação eu já não estava mais usando salto, agora então que eles estão aposentados de vez! Acho que se eu estivesse com um salto 15, que eu gosto de usar, estaria ainda pior.
 
O Arthur disse que eu não derrubei a Angelina. Ele disse que nós caímos. Ainda não consegui interiorizar isso. Ouvi várias mães-amigas que me contaram que também derrubaram o filho quando era pequeno. Não me sinto melhor por isso, mas me fez olhar em volta (mais uma vez) e entender que não estou sozinha.
 
Algo que eu ouvi, quando ainda estava grávida, era que quando um filho nasce, com ele nasce a culpa na mãe. Acho injusto a gente se culpar tanto assim. Injusto com a gente mesmo. Culpa se está educando certo. Culpa se está fazendo o melhor. Culpa das más/boas companhias... e agora, eu tenho uma nova culpa. A de ter derrubado a minha filha. Ela caiu. E eu? Eu desabei...
 
 
PS: Minha vó passou o fim de semana internada e os médicos tentando descobrir o que era "uma dor do lado"... ainda está nos exames, no acompanhamento.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Frutas e papinhas – o mundo mágico da cozinha

Cozinhar! Ah... cozinhar é a melhor coisa do mundo! Lembro quando comecei me aventurar na cozinha, por volta dos 12 anos, o primeiro arroz que fiz. Uma panelada, pra um batalhão imaginário, que meu pai comeu, juntamente com um bife beeeeeeemmmmmm passado e me dizia, com aquele olhar de pai carinhoso “que estava uma delícia”, tudo para não me decepcionar.

Ao longo dos anos fui aprimorando receitas da minha mãe, pesquisando em livros que ela tinha guardado e depois, com o advento da tecnologia, me aventuro nas páginas da internet, garimpando novidades, principalmente, doces, minha perdição.

Só que daí, surge o grande desafio da minha vida culinarística: papinhas para Angelina!

Como montar uma alimentação saudável, para um bebê, partindo do princípio que os pais ma-le-má colocam uma folha de alface e uma rodela de tomate na boca?

Durante a gestação fui tentando adquirir hábitos mais saudáveis, comendo beterrada, cenoura, couve e brócolis. Sou mais fã – se posso assim dizer – dos legumes/verduras cozidos do que crus. Como não podia ser diferente, após ouvir o pediatra dizer que já poderia iniciar com as papinhas, fui pesquisar as combinações saudáveis e gostosas que eu poderia montar para a minha pequena.

Eis que no finalzinho dos cinco meses para seis, introduzimos as frutas e sucos na alimentação da Angelina. Laranja foi bem aceito de cara. Beterraba com laranja e cenoura foi a primeira combinação. A princípio a careta, mas depois mandou ver numa boa mais de 150 ml. Isso empolgou a mãe e o pai a fazerem mais combinações. Testamos melão com abacaxi. A princípio ela gostou, mas depois não quis mais saber. Laranja com acerola também não rolou. Mas, queremos oferecer de novo, por que as últimas laranjas que a gente achou, estavam muito azedas.


Dizem que pra saber se uma criança na idade da Angelina, gosta de determinado alimento ou não, você deve oferecer, no mínimo, 20 vezes. Logo, eu tento novamente a mistura. Quanto as frutas, ela curte muito banana e mamão. Banana de qualquer tipo! Pera, primeiro ela gostou. Depois desgostou. Aí não quis mais saber. No último fim de semana ofereci e ela devorou uma pera inteira. Vai entender...



Voltando para as papinhas. Seguindo uma das coisas que o pediatra disse, que tem que ter um alimento de cima e outro debaixo da terra, ou dois de cada, nossas combinações, normalmente, tem:
• Inhame;
• Carne;
• Fígado de boi;
• Brócolis;
• Cenoura;
• Cabotiá;
• Couve;
• Mandioquinha salsa
• Cará;
• Couve flor;
• Abobrinha;
• Beterraba;
• Batata doce.

Tudo refogado com azeite, cebola, alho e, algumas vezes, gengibre. Em seguida passamos pelo liquidificador. No início, batíamos bem, pra virar papa mesmo. Agora, já deixamos os pedacinhos pra ela mastigar.


Me sinto orgulhosa quando as professoras dela dizem, que a papinha dela é cheirosa e que ela come tudo. Fico me achando a mãe-gourmet rsrs

Como não tenho tempo para cozinhar todos os dias, a gente faz no sábado a tarde, por que de manhã é dia de feira ou então de ir ao sacolão dos nossos amigos Leandro e Anne. Cozinhamos todos os alimentos, fazemos as combinações, batemos e dividimos em potinhos. Enquanto eu vou refogando, falo pro Arthur o que é, ele faz as etiquetas com a legenda, para colocarmos nos potinhos e congelamos.


Fazemos cerca de 12 potinhos. Mando pra escola dois por dia (almoço e janta), além de dois potinhos de suco (a Angelina agora está “tarada” por manga e melão. Então, mando um pote de cada, para depois do almoço e para depois da janta).

Ela está fazendo 8 meses agora. Nossa intenção é inserir feijão nas papinhas e outros grãos também. Outros legumes, outras verduras, outras idéias. Quem tiver, é só mandar ;)




quinta-feira, 22 de maio de 2014

A grande verdade da maternidade (que é tudo mentira!)

Para quem não é mãe, a frase que mais a pessoa ouve é: “quando você for mãe, você vai entender”. Quando você é mãe, uma das frases que você mais ouve – por que são várias as frases que falam pra você – é: “agora que você é mãe, você vai ver”.

Toda mãe tem uma verdade. A sua verdade. Mas, isso não quer dizer que se aplica às outras mães. Claro que tem muita coisa que bate. Existe até o ditado que mãe só muda de endereço e de cor de cabelo, por que o resto é tudo igual. Acredito que o igual, seja no sentido de querer o melhor pro seu filho. Mas não. As mães não são iguais, pelo contrário, são bem diferentes, uma das outras.

O que acontece é que, no fundo, devemos analisar a criação de cada ser humano, as famílias que se formam, a bagagem que cada um traz e que será repassado ao filho. Cada um tem sua história. Eu acredito na evolução da espécie! Juro! Então, partindo de mim, tem coisas que vejo na criação da minha vó, em relação à minha mãe e aos irmãos dela, que se refletem na diferença entre eu e minhas primas. E na criação da minha mãe, em relação a mim e meus irmãos, que não quero repetir com meus filhos. Em compensação há valores, que faço questão de já começar a passar, desde já, mesmo a Angelina tendo 7 meses apenas.

Vejo muitas vezes intolerância em algumas mães para com as outras. Mas, espera: deu certo com o seu filho, não necessariamente vai dar com o filho do vizinho, certo? Errado! A verdade da maternidade traz com as mães mais “velhas”, o poder de julgar e praguejar as outras mães! Quando você “não ouve a voz da experiência”, você está cometendo um gravíssimo erro e SEU FILHO irá sofrer as consequências. Trágico, né?! Pois é... “agora que você é mãe, você vai ver...”

Por exemplo: procuro seguir bastante o meu coração. Procuro interpretar textos, ou seja, leio algumas pesquisas, abstraio o que é viajado, ao meu ver, e tomo para mim, como um apoio na criação da Angelina.

Algo que deu muito certo com a gente, mas que não deu certo com a neném da vizinha: nossa filha dorme desde o primeiro dia, que chegamos em casa, no berço dela. Ela nunca dormiu comigo e com o Arthur. Ela dorme sozinha. Você não precisa ninar, chacoalhar, dar volta de carro na quadra, nada. Ela tem o tempo dela, você a coloca no berço e ela dorme com o sonzinho do móbile ligado. Só que isso não era assim!!! Não meus caros, minha amiga leitora que deve estar pensando “que sorte desse casal!” Nós penamos no início com a mocinha – como acontece com a maioria dos pais. Fizemos simpatia (que ajudou sim!), seguimos conselhos dos mais velhos, dazamigas, do Baby Center e eis que o Google foi quem “nos ensinou” a colocar a Angelina pra dormir. Após muita pesquisa, descarte de informações ridículas e tals, eis que achamos a receita “verdadeira”. Verdadeira pra gente. Por que deu certo, COM A GENTE.

Claro que para algumas pessoas que a gente conta, nos acham uns monstros. “Como assim vocês tem coragem de deixar uma pitchulinha desse tamanho, dormir sozinha???” E a criação com apego? E a cama compartilhada? Daí, de novo, entra a verdade de cada um. Como cada um pode amar, cuidar, zelar do seu jeito, que para o vizinho é o maior absurdo, mas que para você, é a coisa mais normal do mundo.

Comecei a viajar sozinha de avião, com seis anos. Com 11 anos andava sozinha em São Paulo. Ia pra escola com a minha mãe e voltava sozinha até a escola do meu irmão e depois seguíamos pra casa. Aos 13 fazia curso de inglês e informática no centro da cidade. Pra quem conhece a região da Praça da República, sabe a boca que eu tô falando. Nessa mesma época, eu já batia a 25 de março de ponta a ponta, comprando buginganga. Meus pais nos criaram independentes. Gosto de viajar sozinha, por exemplo. Gosto de ficar comigo. Isso não quer dizer que eu não goste de gente. Pelo contrário, como diz a Eliane Maio, amo gente que gosta de gente! Mas, acho que a grande sacada dos meus pais, foram ter deixado a gente voar. E ter apoiado isso. A gente aprender, conhecer o mundo além das grades do portão. Isso não nos deixou soltos, largados da família. Pelo contrário. A hora que a barriga dói, sabemos exatamente pra onde voltar, pra onde pedir colo. Sabemos dizer “mãe, preciso de você”. Acredito até, que somos “independentes tão dependentes” da minha mãe e ainda do meu pai, mesmo falecido há mais de 10 anos. E daí, quem não conhece nada da nossa história, da minha história, vem dizer que meus pais não nos criaram com apego? Que eu não crio minha filha com apego? Joinha pra você ;)

Minha comadre sabe bem o que é ouvir críticas sobre a criação do pequeno dela. Quantas pessoas já a criticaram, por ela amamentar em livre demanda o piá que já havia passado de um ano? E ela? FODA-SE! No começo ainda tentava explicar, daí a explicação já passava pra uma conversa mais acalorada e mentalmente ela imaginava pulando na garganta da pessoa e estrangulando até parar de torrar a paciência alheia. Quantas pessoas me olham, condenando, por que eu parei de amamentar a Angelina tão cedo? E, muitas vezes, quando ainda explico tudo o que aconteceu, a pessoa me olha com cara de desdém. Antes, eu choravaaaaaaaaaaa... agora, tô tocando o foda-se também rsrsrs

O equilíbrio, minha gente, é o que toda mãe busca. O equilíbrio entre a vida financeira versus todas as coisas que quer comprar ou fazer pro filho. O equilíbrio entre a vida profissional e o papel de mãe. O equilíbrio entre viajar no feriado prolongado para uma praia da moda versus o parque aquático que tem tudo que a cria precisa para se divertir. O equilíbrio entre a cria sempre saudável e nutrida versus as comidas nada saudáveis existentes nas prateleiras dos mercados e repletos nas lancheiras dos amiguinhos da escola. Outra coisa boa pra gente brigar: o que O SEU filho come, não quer dizer que TEM QUE DAR pra minha filha. Se você acha que bisnaguinha, que dura mais de seis meses é saudável, ok. Mas, no mínimo, pergunte à mãe da criança se você pode oferecer a ela. E se a mãe disser NÃO, é fácil. É só respeitar.

Festa de aniversário é outro tema que também tem “a sua verdade”. A Angelina ainda vai completar um ano em outubro. “Como assim você ainda não reservou local?” ou “Você não vai fazer festa pra ela?” ou “Tem que fazer festa!” ou a melhor de todas “Você vai se arrepender de não fazer festa pra ela, é tão importante!”. Êêêêêêpaaaaaaaaaaa!!! São essas horas que a Vera Verão baixa em mim! Como assim eu vou “me arrepender”? Gente! Se existe algo que me tira do sério é a pessoa impor algo sobre mim. Onde está escrito e lavrado em cartório, com no mínimo duas testemunhas, dizendo que eu “TENHO” que fazer festa de aniversário pra minha filha? Cresci com pouquíssimas festa de aniversário e tô viva. Tô até escrevendo esse post aqui pra vocês! Olha só como sou um ser humano deprimente e egoísta por que não tive festa de aniversário! Que coisa...

Olha, eu poderia continuar escrevendo várias outras “verdades” aqui pra vocês. Minha filha só tem 7 meses e eu já ouvi e li cada coisa, que #épácabá. Mas, sou brasileira! Não desisto nunca. Graças a Deus tenho dois ouvidos, então, ao contrário do ditado, antes ouvir merda, do que ser surda!

PS.: Só pra constar: eu como bisnaguinha, mas não dou pra Angelina, ok?! Não é por que eu ferro com a minha saúde que eu tenho que estragar a da minha filha. Ah sim: também não vou dizer “que nunca darei”. Vai saber se lá no futuro essa não será mais uma verdade, que é mentira?!



terça-feira, 13 de maio de 2014

Às mães. À todas as mães.

O Dia das Mães se aproxima. Meu primeiro dia das mães com uma filha nos braços. Antes, esse dia, era marcado pela correria de sondar e escolher um presente que a minha mãe gostaria de ganhar. De, quando criança, pedir dinheiro pro pai e cautelosamente combinar com os irmãos como faríamos a surpresa. De fazer trabalhinhos na escola e vim toda contente entregar. De vê-la na apresentação e ao invés de prestar atenção na coreografia, acenar a todo momento e fazer pose pra foto, que ela tirava com a máquina de filme.

Ao longo dos meus 31 anos conheci vários tipos de mãe, além é claro, de ter convivido com a minha e aprendido muito com ela. Minha mãe é MÃE, com todas as letras maiúsculas, com toda a força e poder que esse nome nos dá. Mas, assim como toda mãe, ela tem seus erros e defeitos. Muitas vezes, tentando fazer o melhor. Outras, pirraçando como mulher – por que sim, as vezes a mulher pula na frente da mãe e pirraça, pra mostrar quem manda. Mas, sobre a questão de mandar, quem tem dúvidas? Rsrsrs

Como eu ia dizendo, conheci vários tipos de mães. Me lembro de uma, morena bonita, drogada e mãe. Enquanto lavava roupa, seu filho de 1 ano e meio na época, jogava fora suas pedrinhas de crack e ela ficava louca de raiva. Conheci a vó-mãe que me adotou como neta. A Tia Idalina da escola. Não sei como ela está hoje, infelizmente perdemos contato, mas eu a via empurrando o carrinho do neto, subindo para a creche, todos dias pelo beco da “Favela da Alba”. Com ela aprendi vários palavrões!!! Mas, o que não esqueço mesmo, é dela fazendo merenda, com todo amor do mundo, praqueles filhos de coração, que a gritavam na hora do recreio “tia, tia, tia”.

Conheci uma mãe, que tinha os filhos como investimento: eram dois de um pai e uma de outro. Vivia das pensões que recebia. O plano dela era que quando eles completassem maioridade, ela engravidaria de novo. E queria mais três! Mas, também, matava e morria pelos filhos. Afinal, era um “bem” que deveria ser muito bem cuidado.

Não conheci, mas sempre ouvi falar da minha avó-paterna, que morreu amamentando meu tio, que tinha uma semana de vida. Morreu de infarto fulminante. Só deu tempo de falar ao meu avô “João, segura o neném que eu tô morrendo”. E assim foi. Dela, dizem que herdei os cabelos, a pele morena e a brabeza. Na minha filha, consegui prestar uma homenagem. Dei o nome de Angelina.

Conheci mães jovens, mães velhas... as mães de um filho só e as mães de múltiplos, que mesmo com tantos em volta não esquecia os nomes e o cheiro de cada um.

Conheci mães que não queriam ser mães e depois que aceitaram a gestação, são 100% mães. Mas, também conheci mães que não quiseram, realmente ser mães, e hoje convivem com a escolha.

Conheci a tia que é mãe de todo mundo. Que não gerou nenhum filho, mas tem vários gerados no coração.

Enfim... são todas essas mães que conheci, que passaram ou que estão em minha vida, que aprendi um pouquinho com cada uma, e tento, ser a melhor mãe que a minha filha pode ter. Acredito que a minha filha, a minha Angelina, merece o melhor, em todos os aspectos. E é com essa garra, com esse sentimento, com essa vontade que acordo todos os dias e com a cobrança que eu posso fazer mais, que eu durmo todas as noites.

São todas essas mães que me inspiram a copiar o seu melhor e evitar o máximo cometer os mesmos erros. Deixa, que os erros, eu cometo os meus mesmos.

Feliz dia das mães. À todas as mães.